O procurador do Ministério Público do Tribunal de Contas da União (TCU), Júlio Marcelo de Oliveira, responsável por investigar a denunciar os crimes fiscais que fundamentaram o pedido de impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, está em Campo Grande para uma aula inaugural de um curso de pós-graduação do Tribunal de Contas do Estado (TCE/MS) hoje.
Oliveira, durante coletiva de imprensa na manhã de hoje (30), antes da aula, comentou sobre a situação da política e da economia no Brasil, além de abordar temas como crise fiscal e combate à corrupção. Em dado momento, o procurador comentou sobre sua atuação no processo de impeachment e a necessidade de uma atuação eficaz dos órgãos fiscalizadores na política do país. Ovacionado por muitos favoráveis ao impedimento da presidente, Júlio Marcelo afirmou que, acima das reações da sociedade, é importante que a sociedade realize uma cobrança dos órgãos fiscalizadores, como o Tribunal de Contas, para que estas entidades sejam eficazes ao apontar erros de determinadas gestões políticas.
Questionado sobre uma constatação de Fernandinho Beira Mar onde afirmava que a política era o "negócio" mais lucrativo, o procurador afirmou que o crime organizado atua com participação do Estado. "Não existe organização criminosa apenas "fora" da política", disse.
Durante a sessão de impeachment de Dilma, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, aceitou ao pedido de defesa da ex-presidenta e retirou a condição de testemunha do procurador, passando-o à condição de informante. Na ocasião, Oliveira foi apontado pelo advogado José Eduardo Cardozo como "militante" da saída de Dilma Rousseff, ressaltando registros de convocações realizadas por Júlio Marcelo no Facebook para manifestações contra a então presidente. Em seu depoimento, Oliveira classificou as "pedaladas fiscais" e outras ações do governo Dilma Rousseff (PT) de um "grande plano de fraude fiscal".
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O procurador do Ministério Público de Contas, Julio Marcelo de Oliveira (Júlia Beatriz)


