O Secretário de Segurança Pública de São Paulo, Mágino Alves Barbosa, disse na sexta-feira (23) que a intervenção federal no Rio de Janeiro não deverá causar a migração de criminosos para o estado paulista. Segundo Barbosa, não existe nenhuma indicação de que São Paulo será afetado pela ação no estado vizinho.
“Nada de concreto nos leva a crer, tanto historicamente como nos dias de hoje, que ocorra qualquer tipo de migração de bandidos do Rio de Janeiro para São Paulo. Nós tivemos vários momentos do Rio de Janeiro em que as Forças Armadas foram empregadas nas operações de garantia da lei e da ordem [GLO]. Em nenhum desses momentos, desde 1992, nós tivemos migração de ações criminosas. Não há porque imaginar que haverá agora”, disse.
Mágino, no entanto, disse que não é possível “cravar” que São Paulo não será afetado, e acrescentou que está tratando o assunto com cautela. “Todas as nossas forças policiais estão preparadas, vigilantes, atentas para qualquer eventualidade. Estamos já realizando algumas operações e iremos intensificar na medida em que forem necessárias”, disse.
Balanço
O estado de São Paulo iniciou o ano com a alta no número de estupros e a queda no número de homicídios, latrocínios e roubos. Segundo dados divulgados sexta-feira, os estupros subiram 15,53% em janeiro, chegando a 1.034 casos. No mesmo mês do ano passado, foram 895 registros. “Isso se deve basicamente em virtude do incentivo que estamos fazendo, das campanhas que estamos fazendo para que este tipo de crime seja cada vez mais notificado, sempre lembrando que de 79% a 82% dos crimes de estupro envolvem pessoas que se conhecem”, disse Mágino.
Os casos de homicídio doloso recuaram 6,76%, passando de 281 para 262 registros. Já o número de vítimas caiu 10,65%, de 310 para 277, na comparação com janeiro de 2017. Os dois indicadores são os menores da série histórica, iniciada em 2001.
Os roubos caíram 12,47% (de 26.438 para 23.141), e os casos de latrocínio caíram 41,03%, passando de 39 para 23 casos. Já o número de vítimas desse delito caiu 42,5%, de 40 para 23. Os indicadores estatísticos de 2018 são os menores desde 2012.
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