O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), adquiriu a licença do Software Jaws, que é leitor de tela que permite usuários com deficiência visual lerem a tela por meio de uma saída de texto para voz. Entre servidores concursados, estagiários e mirins que trabalham no Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul, sete são cegos.
A inclusão auxilia os profissionais a atuarem com ferramentas que auxiliem na execução das tarefas.
Servidor do Tribunal de Justiça há quatro anos e cego há 30, Aldo Ramos Soares trabalha no Departamento de Sistemas Jurisdicionais. Na mesa, nada de papéis, apenas a bengala e o computador com um fone de ouvido conectado. “Às vezes, os colegas vem me perguntar se estou bem, porque fico concentrado no trabalho e, como não enxergo, não interajo com eles”, diz Aldo.
O seu serviço é analisar planilhas e contratos. Enquanto trabalha, uma voz acelerada do software Jaws vai lendo o que está nos documentos, algo que parece confuso para quem não usa. “Essa é uma forma de aplicação da igualdade de condições entre as pessoas. Com a ferramenta de leitura de tela, eu ganho autonomia no trabalho, caso contrário, seria necessário ter outra pessoa me auxiliando, o que não faz sentido e não tem nada de inclusivo”, explica o servidor.
O portal do Tribunal de Justiça também funciona com ferramentas de inclusão. Ele pode ser lido por pessoas cegas com o software de leitura de tela com saída de texto para voz. Já o processo de implantação da chamada descrição de imagens ou conteúdo imagético acessível (contextualização de uma imagem, por meio de texto), está em fase de estudo e implantação.
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