Algumas horas depois da tentativa fracassada de golpe de Estado na Turquia, o órgão de controle de magistrados e procuradores removeu do cargo 2.745 juízes de todo o país.
Segundo a agência estatal de notícias Anadolu, a decisão tem como objetivo adotar medidas disciplinares contra os suspeitos de ligação com o clérigo muçulmano Fethullah Gülen, acusado pelo presidente Recep Tayyip Erdogan de estar por trás da revolta da última sexta-feira (15).
Fethullah Gülen lidera o movimento que leva seu nome Gülen (ou Hizmet) e que se diz laico, mas prega uma versão moderada do Islamismo. Segundo Erdogan, membros do Hizmet estão infiltrados em todos os aparatos do Estado.
O clérigo apoiou o presidente até 2013, mas a aliança foi rompida após o governo ter fechado diversas escolas gülenistas na Turquia. Gülen, que vive em exílio voluntário nos Estados Unidos, nega "categoricamente" qualquer participação no golpe.
"Condeno nos termos mais fortes a tentativa de golpe de Estado militar na Turquia. O governo deve ser conquistado por meio de um processo de eleições livres e justas, não pela força", declarou o Fethullah Gülen em um comunicado.
As autoridades turcas prenderam pelo menos 10 juízes da Suprema Corte da Justiça administrativa, também por suspeita de ligação com Gülen. Há temores de que a tentativa de golpe no país sirva como combustível para Erdogan acelerar seu processo de concentração de poder e de repressão a adversários. Seu grande objetivo é transformar a Turquia em uma república presidencialista - hoje ela é parlamentarista.
A revolta terminou com mais de 2,8 mil militares presos e pelo menos 265 mortos, sendo 104 pessoas descritas como "golpistas" e 161 pessoas que estavam entre a multidão de civis e policiais contrários ao golpe, que foram às ruas defender a permanência do presidente turco Tayyip Erdogan.
Alguns homens detidos disseram em interrogatório que acreditavam estar participando de um "exercício", e não de um golpe. Eles afirmaram que só entenderam do que se tratava quando viram cidadãos tentando subir em tanques de guerra.
Segundo o primeiro-ministro Binali Yildirim, o governo estuda até mudar a legislação para introduzir a pena de morte no país. "Discutiremos com outros líderes dos partidos quais medidas devemos adotar para evitar tentativas [de golpe] no futuro", afirmou
Reportar Erro
Deixe seu Comentário
Leia Também

No dia do aniversário, bebê de um ano morre após ataque de galo na fronteira

Mega-Sena sorteia prêmio acumulado em R$ 45 milhões nesta terça-feira

Após 16 anos de espera, policial civil realiza transplante e ganha "nova vida"

'Avanço', diz Ministério Público sobre o fornecimento de comida nas UPAs e CRSs

CPI do Crime Organizado expõe falhas no sistema de monitoramento das fronteiras

PF intercepta 52 kg de skunk em transportadora e prende suspeitos em Campo Grande

Subtenente que atirou na companheira segue vivo em estado grave na Santa Casa

PF intensifica combate a esquema de medicamentos ilegais usados para emagrecimento em MS

Prova de concurso para cartórios é remarcada em Mato Grosso do Sul







