O horário de saída da escola é o escolhido para um encontro entre adolescentes. Seria algo normal, se o que acontecesse não fossem brigas onde adolescentes uniformizadas “saem no tapa” para “delírio” da galera que filma. Uma das brigas aconteceu nesta terça-feira (2) no Terminal Julio de Castilhos. Segundo um dos adolescentes que conversou com a reportagem, sempre “sai treta”. “Hoje mesmo vai ter, porque a guria que apanhou vai cobrar da que bateu, daí elas se juntam e brigam”, conta ele, que prefere não se envolver.
No vídeo que foi postado no Facebook e depois apagado, duas adolescentes com uniforme de uma escola estadual começam a discutir, aos gritos os colegas ao redor incentivam a briga. “Dá a primeira”, um grita. Outra menina parece ser a “mediadora” até que elas literalmente rolam no chão, sem ninguém aparecer para separar.
As duas brigam e caem no chão, onde visivelmente uma delas parece levar vantagem, até que a briga acaba sem aparecer alguém da Guarda Municipal ou algum adulto para separar.
A reportagem conversou com o Conselho Tutelar, que explicou quais os procedimentos nesse caso. “Se qualquer pessoa toma conhecimento de um agendamento de briga, que envolva criança e adolescente, tem que fazer a denúncia ainda que seja anônima, pode ligar em qualquer órgão policial e pode se até por e-mail”, conta a conselheira tutelar Cassandra Szuberski.
“No caso das brigas, quando sabemos, temos que ficar preparados para evitar que isso aconteça, porque eles podem se matar, podem se machucar. Quando tomamos conhecimento, temos que agir, e nesse caso a imprensa também faz a denúncia, temos que fazer alguma coisa”, garante.
Pelo Facebook, adolescentes combinam “beber até cair”
Segundo a conselheira, os adolescentes usam a internet também para beber, apesar de ser proibida a venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos. “Há caso de adolescentes que agendam até ‘eventos’ tipo ‘beber até cair’ e estamos de olho. Teve um caso de um adolescente que agendou um desses no Parque das Nações e a promotoria, o promotor Sergio Harfouche soube e tomou providências mesmo antes de acontecer”.
E se engana quem pensa que os adolescentes não são punidos nesses casos. “Existe responsabilização dos adolescentes sim, qundo ele comete um ato infracional contra outra pessoa, ele é indiciado, julgado pela Vara de Infância e sofre medida sócio-educativa como forma de correção para recuperar o adolescente, que ele entenda que o que ele está fazendo não é bom para ele e não é bom para o outro, então eles são responsabilizados sim. É um grande engano da sociedade achar que o adolescente fica impune, porque eles sofrem sim sanções e podem ficar com a liberdade suspensa por até três anos em Unei”, explica.
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