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Internacional

Evo Morales pretende voltar a Bolívia se a população pedir

De acordo com o ex-presidente "Quanto antes voltar, melhor"

14 novembro 2019 - 07h12Sarah Chaves, com informações do G1

O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, disse durante discurso na quarta-feira (13),  após ser homenageado na Cidade do México, que voltaria para "pacificar" seu país se os bolivianos pedissem.

Morales deu na quarta sua primeira coletiva de imprensa do exílio, ele reiterou que sua demissão visou a conter a onda de violência que atingiu o seu país desde a denúncia de fraude na eleição presidencial.

"Se meu povo pedir, estamos dispostos a voltar para apaziguar, mas é importante o diálogo nacional", disse Morales, acrescentando: "vamos voltar cedo ou tarde. Quanto antes melhor para pacificar a Bolívia".

Evo declaro seu chamado a um diálogo nacional no qual poderiam participar "países amigos" em uma espécie de mediação entre as forças políticas.

Protestos

Até quarta-feira, a Bolívia registrava 10 mortos nos protestos após as eleições em que Morales foi eleito para um quarto mandato, que foi tachado de fraudulento pela oposição e que uma missão da Organização dos Estados Americanos (OEA) qualificou como repleto de "irregularidades".

Morales também condenou no Twitter a "decisão de Donald Trump de reconhecer o governo de fato e autoproclamado pela direita" liderado pela presidente interina, Jeanine Áñez. Ele se antecipou a um comunicado do Departamento de Estado americano que reconheceu Áñez como presidente interina e afirma que Washington espera trabalhar com a Bolívia e sua população.

"O golpe de Estado que provoca mortes dos irmãos bolivianos é uma conspiração política e econômica que vem dos EUA", afirmou Morales.

Para Morales, a proclamação de Añez como presidente interina é a confirmação do "golpe" contra ele e que foi um ato fora da legalidade, pois não foi celebrada a sessão em que o Legislativo aceita sua renúncia, como prevê a Constituição.

À tarde, Morales foi recebido em uma cerimônia pela prefeita da Cidade do México, Claudia Sheinbaum, que lhe entregou uma medalha e um pergaminho para declará-lo um "hóspede distinto" da capital. Ao chegar, dezenas de pessoas o receberam do lado de fora da prefeitura gritando "Aimará, irmão, o povo te dá a mão!" e "você não está sozinho".

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