Um tribunal espanhol julgará por crime contra a saúde pública o militar brasileiro preso com 39 quilos de cocaína em uma mala no aeroporto de Sevilha no dia 25 de junho, quando viajou a bordo de um avião da Força Área Brasileira (FAB) que integrava a comitiva presidencial de Jair Bolsonaro. O Ministério Público espanhol pede para o sargento Manoel Silva Rodrigues uma condenação de oito anos de prisão e o pagamento de uma multa de 4 milhões de euros (R$ 18,4 milhões).
O advogado do sargento deve apresentar agora um texto de defesa para que a Audiência Provincial de Sevilha determine uma data para a realização do julgamento, segundo informaram fontes judiciais.
Segundo o Ministério Público, o militar cometeu um crime contra a saúde pública com o agravante de notória importância do carregamento — 39 blocos de cocaína com uma pureza de 80% — que as forças de segurança espanholas avaliaram em 1,4 milhão de euros (R$ 6,4 milhões).
A investigação determinou que a droga seria "vendida a terceiros", mas não foi possível identificar se os compradores pertenciam a algum grupo de Sevilha, se estão na Espanha ou em outro país.
Em setembro, a juíza encarregada do caso rejeitou um recurso da defesa e manteve preso o sargento, que há poucos dias recebeu a visita de outros militares brasileiros que viajaram para interrogá-lo sobre o assunto. Ele se limitou a responder que nem a sua esposa nem o resto de pessoas que estavam com ele no avião estão envolvidas.
O processado foi detido ao passar pelo controle alfandegário do aeroporto espanhol onde tinha aterrissado após voar de Brasília para Lisboa. No dia seguinte, um tribunal de Sevilha ordenou a prisão provisória e sem fiança do sargento, que estava em um avião da FAB que integrava a comitiva de Bolsonaro na Cúpula do G20 realizada em Osaka, no Japão.
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O militar cometeu um crime contra a saúde pública com o agravante de notória importância do carregamento (39 blocos de cocaína com uma pureza de 80%) (Divulgação/Guarda Civil da Espanha)


