A rinoceronte fêmea, chamada Iman, última da espécie Sumatra, morreu no sábado (23), na reserva natural em que vivia na ilha de Bornéu na Malásia.
De acordo com o departamento de Vida Selvagem de Sabah, a morte foi em decorrência de um câncer.
O diretor do departamento, Augustine Tuuga, disse à agência de notícias France Presse que o animal, de 25 anos, começou a sofrer fortes dores devido à pressão dos tumores. "Acredito que podemos confirmar que o rinoceronte-de-sumatra está extinto na Malásia", disse Tuuga.
Na mesma reserva, o último macho da espécie, chamado Tam, morreu em maio deste ano. Em 2017, outro indivíduo da espécie, a fêmea Puntung, morreu em cativeiro na Malásia.
O rinoceronte-de-sumatra, considerada a menor da espécie de rinoceronte do mundo, foi declarado extinto na natureza na Malásia em 2015.
Especialistas em biodiversidade estimam que existam apenas de 30 a 80 rinocerontes-de-sumatra no mundo, a maior parte na ilha de Sumatra, na Indonésia, e na ilha de Bornéu, que é dividida entre Malásia, Indonésia e Brunei.
O isolamento, causado pela perda de habitat e pela caça, faz com que a espécie raramente consiga se reproduzir, o que pode causar sua extinção nas próximas décadas, de acordo com o grupo International Rhino Foundation.
Desde 2011 a Malásia está tentando reproduzir a espécie em cativeiro atrás da fertilização in vitro, ainda sem sucesso. Christina Liew afirma que o material genético do rinoceronte Tam foi preservado para tentativas futuras de reprodução da espécie.
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Rinoceronte-de-Sumatra (Supri/Reuters)



