A Federação da Indústria de Mato Grosso do Sul (Fiems) formulou pedido para ingressar, na qualidade de “Amicus Curiae” na ação civil pública para solicitar um decreto de lockdown na capital em razão da pandemia mundial do novo coronavírus (Covid-19). Ou seja, o órgão terá uma cadeira nas reuniões ajuizadas pela Defensoria Pública do estado que discutirá a medida restritiva.
Segundo a Fiems, Com o ingresso, a entidade poderá participar de todos os atos do processo e, inclusive, estar presente e também se manifestar durante a audiência de conciliação convocada pelo juiz José Henrique Neiva de Carvalho e Silva, da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, para as 13h30 desta sexta-feira (07/08) antes de proferir a decisão final sobre o pleito da Defensoria Pública.
“A nossa intenção é mostrar dentro do processo que a indústria vem cumprindo o seu papel com todos os protocolos de segurança e garantindo o abastecimento da população da Capital e do Estado”, declarou o presidente da Fiems, Sérgio Longen.
Ele completou a informação dizendo que a indústria é imprescindível e, no início da pandemia, foi fundamental na garantia do abastecimento de produtos alimentícios nos supermercados e atacadistas de Mato Grosso do Sul.
“Na época, registrou-se até uma corrida a esses estabelecimentos por parte de pessoas preocupadas com um possível desabastecimento. Porém, graças aos esforços do setor industrial, não teve falta de alimentos nas gôndolas e a população acabou compreendendo isso, recuando com a busca desenfreada por produtos alimentícios”, ressaltou Sérgio Longen.
O líder industrial reforça que a participação da Fiems no processo judicial é mostrar que a indústria de Mato Grosso do Sul vem produzindo com segurança.
“A condução do juiz José Henrique de Carvalho nesse processo já nos agradou bastante, pois vai permitir que as partes interessadas possam se manifestar sobre a questão durante a audiência de conciliação. Dessa forma, poderemos mostrar o trabalho que o Sistema Fiems, por meio do Sesi e Senai, vem fazendo com o apoio do Sebrae/MS, disponibilizando protocolos de biossegurança para o pleno funcionamento das empresas do Estado”, disse Longen.
O presidente da Fiems entende que, apesar da pandemia, o setor industrial tem plenas condições de produzir com segurança, levando para a mesa da sociedade sul-mato-grossense os alimentos necessários para a sobrevivência de todos. Além disso, o líder empresarial completa que um decreto de lockdown neste momento pode comprometer a retomada da economia em Campo Grande e no resto do Estado, afetando os empregos de milhares de trabalhadores.
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