A juíza plantonista Eucelia Moreira Cassal decretou, nesta terça-feira (21), a prisão preventiva de Bárbara Roosen Gonzalez da Silva e Yara. Elas são suspeitas de envolvimento na morte de Pamela Mirella Ferreira de Lima, de 31 anos, uma mulher trans que teve 90% do corpo queimado em sua residência no bairro Vila Carvalho, em Campo Grande. Pamela morreu dois dias após o crime.
As suspeitas foram indiciadas por homicídio qualificado, com emprego de fogo e motivo fútil, conforme os artigos 121, § 2º, incisos II e III, do Código Penal. Ambas afirmaram trabalhar como profissionais do sexo, com renda mensal de R$ 50 mil, e negaram o uso abusivo de álcool ou drogas.
Na decisão, a magistrada destacou a gravidade do crime, apontando o uso de meio cruel. “Pelas condições do delito, em especial pela natureza do crime, praticado com meio cruel, haja vista que teria colaborado para criar um incêndio em um imóvel onde a vítima se encontrava, sofrendo lesões graves em que 90% do seu corpo foi lesionado, o que demonstra personalidade voltada à prática de crimes violentos”, afirmou a juíza.
Ela justificou a conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva como necessária para garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal. “Entendo necessária a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, à luz do artigo 312, do CPP, imprescindível no caso ora em análise para garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e aplicação da lei penal, bem como o perigo gerado pelo estado de liberdade do imputado.”
As suspeitas foram encaminhadas para uma unidade prisional e permanecerão à disposição da Justiça enquanto o caso é investigado.
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Pamela Mirella Ferreira de Lima, vítima do ataque (Foto: Reprodução/Redes Sociais)


