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Justiça

Nando pega mais dois anos de prisão por ocultação de cadáver

O "serial killer" foi julgado pelo assassinato da emprega doméstica, Ana Cláudia Marques

08 fevereiro 2019 - 18h15Marcos Tenório

Na primeira sessão do ano na 2ª Vara do Tribunal do Júri, no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) o serial killer, Luiz Alves Martins Filho, o Nando chorou e pediu a quebra do sigilo telefônico para provar a sua inocência das acusações dos 16 homicídios que é acusado de ter cometido, no bairro Danúbio Azul, em Campo Grande. Só o caso do Nando vai ter mais de 45 desdobramentos.

Não não pode comparecer no júri pois esta com tuberculose, e segundo o Juiz Aluizio Pereira dos Santos, "ele recusa fazer o tratamento no sistema prisional". Nando foi julgado nesta sexta-feira (8), pelo assassinato da emprega doméstica, Ana Cláudia Marques de 37 anos, que foi morta em 2015 por causa de uma dívida de drogas.

Em depoimento, Nando disse que “ela [Ana] era minha  amiga, e que se visse alguém matando ela, não deixaria”, Luiz ainda ressaltou que sempre que faltava água na sua casa, buscava na dela, e que ela pode ter morrido porque brigava muito no bairro. “Ela era briguenta demais”, disse Nando.

Em setembro de 2018, Luiz Alves foi condenado a 18 anos de prisão pela morte de ‘Café’ em 2016, no Bairro Danúbio Azul. Café foi assassinado porque devia dois fretes no valor de R$ 170 para Nando.

Comparsa

O comparsa Jean Marlon Dias Domingues, de 22 anos em depoimento, relatou que Nando foi até a sua casa no dia do crime por volta das 21h30 e chamou para ir fazer um frete no bairro Noroeste, mas tomou outro rumo e foi até a chácara do Jader Alves Correa. Chegando no local, Ana Claudia já tinha apanhado muito, mas que ele [Jean] não teria encostado um dedo nela.

Nando teria pegado uma corda de um metro e entregado a Jader, que enforcou a vítima que estava de joelho. Jean disse que não correu porque Nando andava armado, e que ficou com medo de acontecer algo com ele.

Logo após, os dois pegaram Ana e colocaram na carroceria da caminhonete e foram até o aterro sanitário, foi quando Nando pegou um cavucati e durante meia hora cavou uma cova, onde jogou a vítima de cabeça para baixo, questionado sobre a forma que Ana foi colocada na cova, Jean disse “era coisa do Nando”.

Após ocultarem o cadáver, Jean disse que foi para casa, jantou, tomou um banho e dormiu. “Não conversamos nada no caminho de volta, cheguei em casa, jantei, depois tomei um banho e fui dormir”, afirma o acusado.

Defesa

A defesa de Nando falou que tentaria uma pena mais branda para o caso, já que Nando não teria confessado o assassinato da doméstica. O defensor público, Rodrigo Stockiero  que “existem elementos que comprovam que ele [Nando] não teve participação neste crime”. Portanto, a defesa alegou que vai pedir, apenas, a condenação por ocultação de cadáver, com pena de 1 a 3 anos de prisão.

Promotor

O promotor Douglas Oldegardo Cavalheiro dos Santos durante julgamento pediu a absolvição de Luiz Alves Martins Filho, o Nando, e do comparsa dele, Jean Marlon Dias Domingues, de 22 anos, pelo assassinato de Ana Cláudia Marques. Essa é a terceira vez que o serial killer e Jean vai a júri.

Douglas falou para os sete jurados que foi ele quem trabalhou nas outras duas condenações do serial killer, que já somam mais de 36 anos de prisão. Dessa vez, no entanto, ele mudou discurso, o promotor defendeu a absolvição dos réus no crime de homicídio e a condenação apenas por ocultação de cadáver.

“Assim como a gente já sentou aqui e eu bati na mesa por uma pena severa para você, hoje eu estou aqui para pedir a absolvição sua [Jean] e a de Nando por um crime que vocês não cometeram”, disse. Segundo o promotor, todo o processo leva a crer que Ana Cláudia Marques, 37 anos, foi assassinada por Jader Alves Correa.

Jader Alves Correa também é réu no processo, mas será julgado separadamente porque entrou com recurso contra a decisão de ser enviado ao júri. Ele será julgado pelo homicídio da Ana Claudia.

O julgamento encerrou no final da tarde e Luiz Alves Martins Filho, o Nando foi condenado a 2 anos de reclusão em regime fechado. E seu comparsa Jean Marlon Dias Domingues, de 22 anos, condenado a 1 e 10 dias de prisão.

Sesc Novo

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