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Criança é brutalmente agredida durante “esconde-esconde”

O que era para ser uma brincadeira se tornou uma tragédia para a família da menina de 3 anos

20 fevereiro 2020 - 13h15Sarah Chaves

A dona de casa Dayana Pereira da Silva, 32 anos, publicou no Facebook nesta segunda-feira (20), sua indignação e um aviso para outras mães, após sua filha ser agredida por outra criança durante um jantar entre amigos no bairro Bom Retiro.

De acordo com Dayana, ela e o marido foram à um jantar de uma colega de trabalho, do esposo, três ruas acima da própria residência, às 18h da última sexta-feira (14). Ela conta que sua filha de 3 anos ficou brincando com outras crianças na frente da casa quando, por volta das 19h30, ela não avistou mais a filha junto com os amigos.

Dayana relata que ao perguntar da menina para as crianças, foi informada que ela teria se escondido dentro da casa, porém, ao procurar, a mãe não encontrou a filha.

Enquanto o marido e os amigos procuravam pela criança, a mãe conta que foi até a delegacia, e foi quando recebeu a notícia. “Por volta das 21h da noite, duas horas depois, quando estava na Depac Centro, meu marido me ligou dizendo que tinham encontrado minha filha, porém ela estava com dois cortes profundos na testa, com os dois braços quebrados, sem calcinha, sem a sandália e sem a presílha de cabelo”, contou Dayana, que a menina foi encontrada no barraco nos fundos da casa ao lado.

A menina só foi encontrada porque algumas pessoas disseram que viram o menino que mora ao lado tirando ela de dentro da casa, então um popular entrou no barraco nos fundos da casa ao lado e encontrou o colchão e coberta cheio de sangue, encontrou também a sandália da menina e a presilia.

A mãe revela que a suspeita é de que poderia ter ocorrido um abuso caso a menina não fosse encontrada a tempo. “Levamos ela na Santa Casa, mas não foi constatado abuso, ele não chegou a abusar dela. No caso a intenção era essa, porque ela foi encontrada sem calcinha”, declarou Dayana ao JD1 Notícias.

Ainda de acordo com a mãe, a filha conta que o menino a chamou para brincar. “Eles estavam brincando de esconde-esconde, e ele a chamou, até porque ela nem chorou ao ser levada”, revela.

A polícia deu instruções para que o local onde ocorreu as agressões não fosse alterado, o que segundo Dayana foi desrespeitado pela mãe da criança agressora que retirou tudo o que tinha no local, limpou e lavou tudo. “A família está morando no local como se nada tivesse acontecido, eu acho muito injusto porque o que aconteceu com ela pode acontecer com outra criança”, finaliza a mãe da menina.

O JD1 Notícias entrou em contato com a titular da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Marília de Brito, que informou que no geral, o objetivo do registro do boletim de ocorrência, não é a punição da criança agressora. “É para verificar o que está acontecendo na casa da criança que agrediu. A gente verifica quais são as condições que essa criança é submetida, se tem atenção devida, e fazemos o acompanhamento”, relatou.

Marília explica que os pais só respondem por algo se for caracterizado algum crime. “Pela agressão do filho eles não respondem, a não ser que a agressão foi estimulada, e se ficar caracterizado algum delito em que o adulto seja autor, tudo depende das circunstâncias. Pode ser aplicada medida de proteção, tem as medidas administrativas, penal e cível", ela finaliza declarando que há muito a se fazer ainda. “Precisamos esclarecer o que aconteceu, como aconteceu, e porque”.

Cruzeiro do Sul - 44 anos

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