O Ministério Público, através da promotora de Justiça Patrícia Sguerra Vita e Castro pediu à Delegacia de Polícia Seccional de Araraquara a instauração de inquérito para apurar eventuais crimes de abuso de autoridade e lesão corporal por parte de agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) que prenderam Silvana Tavares Zavatti, no último dia 13, por descumprir decreto que proíbe o acesso a praças e parques da cidade.
O caso aconteceu na Praça dos Advogados, na Vila Harmonia e o vídeo da prisão de Silvana percorreu todo o País, até mesmo nas redes sociais do clã Bolsonaro. O próprio presidente da República, Jair Bolsonaro (Sem Partido) chegou a comentar sobre a prisão ao se referir a casos de abusos do Poder Público em meio à pandemia do novo coronavírus.
Segundo a promotora, os decretos municipal e estadual que estabelecem quarentena "não dão supedâneo legal à prisão da munícipe". Ela acrescenta que o "eventual ato de resistência decorreu do natural inconformismo gerado pela ação ilegal e abusiva dos agentes municipais (...)".
Procurada, a Prefeitura esclarece que a Guarda Municipal de Araraquara (GCM) age com diálogo e informação no cumprimento da quarentena, necessária para a não proliferação da covid-19. "A referida senhora foi detida por desacato à autoridade e por agressão a uma guarda municipal", finaliza a nota.
Relembre o caso:
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O vídeo da prisão de Silvana percorreu todo o País (Reprodução/Internet)


