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Política

CPI do Cachoeira vai quebrar sigilos bancário e telefônico da Delta em MS

18 maio 2012 - 11h07Reprodução

A CPI do Cachoeira, que investiga a Construtora Delta e as ligações do contraventor Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários, determinou a quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico da empresa nas filiais de Mato Grosso do Sul, Tocantins, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.

Conforme o jornal O Estado de São Paulo, foi poupada a matriz da Delta, que está em processo de negociação de venda para o grupo J&F Participações, o proprietário da empreiteira, Fernando Cavendish, e os governadores de Estado. Foram convocados 51 parentes e pessoas ligadas ao esquema do contraventor Carlinhos Cachoeira.

A CPI aprovou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do ex-diretor da Delta, Cláudio Abreu, que atuava na região Centro-Oeste. O diretor seria o elo da Delta com Cachoeira. Cláudio está preso vai depor na comissão no próximo dia 29.

Mato Grosso do Sul
Nos últimos anos, a Delta firmou contratos de R$ 164 milhões com o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). Conforme relatório divulgado pela CGU (Controladoria-Geral da União), as obras são nas rodovias 158, 262, 267, 163. Já o governo do Estado teve dois contratos com a empresa, no valor de R$ 51 milhões.

A Construtora Delta ainda recebeu R$ 27,8 milhões de emendas parlamentares de políticos do Estado.O valor corresponde a 48 emendas que a União empenhou para as obras, tocadas pelo Dnit. Ontem, a Delta Construções foi confirmada como vencedora da licitação para obras na BR-163, no valor de R$ 30 milhões.

A licitação tinha valor máximo de R$ 35 milhões. No dia 15 de março, a Delta venceu, com proposta de R$ 30,9 milhões. A empreiteira apresentou a terceira melhor proposta, mas as outras duas empresas foram desclassificadas por não atenderem critérios do edital.

A obra faz parte do Crema 1ª etapa (programa de recuperação das estradas federais). O prazo de execução é de 720 dias.

Laranja
Conforme denúncias, um dos laranjas da Delta, no esquema com Cachoeira, mora em Dourados. A empreiteira é suspeita de montar uma rede para lavar dinheiro numa triangulação com outra construtora, a Alberto e Pantoja Construções e Transporte Ltda.

Dentre os principais destinatários do dinheiro do esquema está Pedro Batistoti Júnior, tecnólogo e ex-funcionário da Delta no Estado. Laudos da PF atestam que ele teria recebido R$ 300 mil. Ele nega a acusação.

Via Campograndenews

pmcg - prestação de contas

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