Pelo menos sete vereadores sinalizaram serem favoráveis a suspensão do recesso parlamentar para realizar uma sessão extraordinária que discutiria a suspensão do IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana) de Campo Grande.
Entre eles estariam Carlão (PSB), Luiza Ribeiro (PT), Marquinhos Trad (PDT), Ronilço Guerreiro (UNIÃO), Maicon Nogueira (PP), Ana Portela (PL) e Dr. Lívio (UNIÃO).
O pedido de suspensão da cobrança do IPTU foi protocolado por um conglomerado de entidades, que entendem que diversas pessoas passaram a receber os lançamentos do IPTU e da Taxa de Lixo com aumentos expressivos e generalizados.
O entendimento é que houve uma requalificação dos imóveis, com alteração de métricas classificatórias que impactaram no cálculo referente ao IPTU e da Taxa de Lixo. Porém, a situação é vista como contrária, já que não houve debate público, ampla divulgação e até transparência suficiente.
Ainda conforme as entidades, bairros periféricos e populares foram elevados na classificação socioeconômica, resultando em majoração da carga tributária para famílias de baixa renda, enquanto bairros de alto padrão foram reduzidos na classificação.
Para o contribuinte, o desconto da cota única do IPTU tem prazo até 12 de janeiro, enquanto a impugnação administrativa do IPTU e Taxa de Lixo se estende até 10 de março. O desconto, inclusive, é criticado pelas entidades, já que saiu de 20% para 10% este ano.
O documento é assinado pela ADVI (Associação dos Advogados Independentes), CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande), FCDL-MS (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas), SENGE-MS (Sindicato dos Engenheiros) e CRECI-MS (Conselho Regional de Corretores de Imóveis).
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Câmara Municipal de Campo Grande (Foto: Divulgação)


