O ex-presidente, Jair Bolsonaro, confirmou em carta divulgada enquanto está internado, a indicação do filho Flávio Bolsonaro, como précandidato à Presidência em 2026.
No texto, Bolsonaro diz entregar ao filho “o que há de mais importante na vida de um pai”, afirmando que a escolha é consciente e visa preservar a representação daqueles que confiaram nele. Para o expresidente, Flávio é “a continuidade do caminho da prosperidade” que ele acredita ter iniciado muito antes de chegar ao Planalto.
O anúncio reforça o alinhamento da família e do grupo político em torno de uma candidatura própria e dá sequência a um projeto já anunciado anteriormente. O cuidado em registrar a indicação em carta, lida publicamente, busca dar clareza ao apoio do patriarca diante dos desafios que enfrenta e do cenário eleitoral que se aproxima.
"Trata-se de uma decisão consciente, legítima e amparada no desejo de preservar a representação daqueles que confiaram em mim", escreve o ex-presidente
Além da confirmação da continuidade política pelo filho, o material também toca em aspectos de saúde do expresidente. Segundo relato médico citado em cobertura do caso, Bolsonaro estava ansioso e sofrendo, em decorrência da ansiedade, de soluços recorrentes que afetavam o sono.
A equipe médica avalia a necessidade de outras intervenções, além da correção da hernia inguinal. Em nota subsequente, chegouse a indicar que, mais à frente, poderá haver nova intervenção para corrigir o padrão de soluços, caso persistam como parte do quadro pósoperatório.
Aliados de Flávio avaliam que a carta funciona como uma forma de levar diretamente ao público a posição de Jair Bolsonaro e, ao mesmo tempo, conter articulações políticas que buscam impedir a consolidação do senador como pré-candidato à Presidência. Nos bastidores, partidos do centrão, empresários e representantes do mercado financeiro seguem empenhados na construção de uma candidatura presidencial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Esses grupos veem o nome de Tarcísio com menos resistência eleitoral e demonstram preocupação de que a rejeição ao senador possa resultar em derrota da direita em 2026. Flávio, por outro lado, sustenta que o sobrenome Bolsonaro é um ativo eleitoral e acredita que isso representa vantagem nas urnas
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Ex-presidente, Jair Bolsonaro e o filho, senador Flávio Bolsonaro (Valter Campanato/Agência Brasil)



