Após pouco mais de um mês presos o ex-prefeito Gilmar Olarte e a ex-primeira-dama Andréia Olarte finalmente deixaram a prisão na Capital. O fato aconteceu quase duas semanas depois do ex-prefeito renunciar ao cargo de prefeito e vice-prefeito em carta entregue na Câmara Municipal. A conversa inicial é que ele seria libertado logo após a renúncia, o que não aconteceu. Com a renúncia, o julgamento de suas "demandas jurídicas" ficou a cargo do Juiz Roberto Ferreira Filho.
A defesa do político confirmou a expedição do alvará de soltura. A decisão era esperada após vários pedidos negados, dois deles no Superior Tribunal de Justiça. Caso seja denunciado pelo Ministério Público, o processo agora ficará em primeira instância, já que ele não está mais em cargo de foro privilegiado.
Olarte, Andreia e os empresários Ivamil Rodrigues e Evandro Farinelli são apontados pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) como suspeitos de participarem de um suposto esquema de lavagem de dinheiro, associação criminosa e falsidade ideológica. A investigação gerou a operação “Pecúnia”, que culminou com a prisão do casal em na residência deles na Capital. Já os empresários são apontados como “laranja” e operadores de um suposto esquema que envolveria compra de imóveis.
Esta foi a segunda prisão de Olarte, que também foi preso na operação Coffee Break, e denunciado por corrupção por supostamente ter participado de um esquema de cassação do prefeito Alcides Bernal (PP). Bernal foi cassado em março de 2014 e retornou ao cargo em 25 de agosto de 2015 quando foi deflagrada a operação que também afastou o então presidente da Câmara Municipal vereador Mario Cesar (PMDB).
Além disso, ele também é réu por corrupção no processo gerado pela operação ADNA, juntamente com Marcio Feliciano. Olarte foi o primeiro prefeito preso da história da Capital em uma legislatura marcada por brigas políticas, escândalos, cassação e muita discussão política.

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