A menos de 24 horas do início do julgamento do impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, recebeu em sua casa na noite de ontem (24), ministros do governo Michel Temer e integrantes da cúpula do PMDB e do PSDB, entre eles os presidentes do Senado, Renan Calheiros, e do PSDB, senador Aécio Neves, os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima.
O presidente interino, Michel Temer, também foi convidado para o jantar. O encontro é um desdobramento da reunião ocorrida na semana passada, em São Paulo, entre a equipe econômica e lideranças parlamentares, e que tratou da limitação dos gastos públicos para 2017, mesmo antes da aprovação da proposta que tramita sobre o tema. Por esse motivo, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, também compareceu à residência oficial da presidência da Câmara.
Nesta quinta-feira (25), às 9h, com presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandovski, no comando da sessão, o Senado começa a julgar a presidenta afastada por crime de responsabilidade, que fundamenta o processo de impeachment. Nos próximos dias, testemunhas indicadas pelos autores da denúncia de impeachment e pela defesa de Dilma serão ouvidas, assim como ela própria, na próxima segunda-feira (29).
Os líderes do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE), e no Senado, Aloysio Nunes (PSDB-SP), também foram ao jantar, assim como o líder do DEM no Senado, Agripino Maia (RN). O governo tem procurado negar a existência de qualquer mal-estar com o PSDB depois das divergências quanto ao reajuste dos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal, que causaria um efeito cascata.
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Aécio Neves, Rodrigo Maia e Renan Calheiros (Reprodução)


