O ex-governador de Mato Grosso do Sul, José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, colocou seu nome a disposição do Partido Trabalhista (PT), para disputar a prefeitura de Campo Grande, no pleito de 2020.
Em entrevista ao JD1 Notícias, Zeca do PT disse que a preocupação, agora, é a renovação dos diretórios municipais. “A partir da renovação, focaremos na montagem de uma boa chapa. Agora, acabou a absurda condição que tinha, de coligação proporcional. Isso era uma estupidez”, afirmou.
Zeca revela que está de olho e aberto a diálogos com os partidos do campo progressista e citou como exemplo o PDT, PSB, PC do B, PSOL, PTB e PV. “Os partidos que conseguirem atender a exigência da existência de chapa própria e de diretório municipal em Campo Grande, vamos dialogar”, disse.
Pulverização de candidaturas
Sobre o pleito de 2020, o petista avalia que o cenário será de uma pulverização de candidaturas. “Já sei que o atual prefeito [Marquinhos Trad], o promotor Sérgio Harfouche, o deputado estadual Capitão Contar podem se candidatar, o que sinaliza umas três ou quatro candidaturas fortes, com clara possibilidade de se resolver em segundo turno”, afirmou.
Perguntado sobre um possível debate com o ex-governador André Puccinelli, repetindo o pleito de 1996 quando os dois, então deputados, se enfrentaram em segundo turno e levou Puccinelli para a prefeitura da capital, Zeca descartou a possibilidade e disparou: “André corre risco de ser preso novamente”. “O MDB deve procurar um nome de extrema direita para a disputa”, completou.
Debate
Zeca vê o pleito de 2020 como uma oportunidade para debater sobre “qual cidade temos e qual queremos”. “Atualmente, temos uma cidade distante, fria, o povo trabalhador confinado nos grandes bairros mais distantes de Campo Grande, sem nenhum cuidado e investimento”, disparou ao avaliar a atual gestão. Para o ex-governador, desde a época do ex-prefeito Alcídes Bernal, “a capital é tocada por outros interesses e não do povo”.
PT
Perguntado sobre a “fragilidade" do PT devido aos escândalos de corrupção envolvendo lideranças do partido em nível nacional, Zeca afirmou que cada eleição é diferente. “Em 2014, 2016 e 2018, sofremos todas as conseqüências de um processo de condenação sumária. Acho que a grande eleição do PT, de novo, será o ano que vem, e eu quero encarnar esse desafio”, afirmou.
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“A grande eleição do PT, de novo, será em 2020”, disparou Zeca (reprodução)



