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Saúde

Agepen realiza testes para detecção de doenças infectocontagiosas

Além da Máxima e do semiaberto feminino da capital, reeducandos dos três presídios de Ponta Porã também serão atendidos

04 dezembro 2018 - 15h56Da Redação com Assessoria    atualizado em 04/12/2018 às 16h24

Com o objetivo de prevenir a disseminação de doenças infectocontagiosas, testes rápidos para detecção de HIV, sífilis e hepatites B e C estão sendo aplicados, esta semana, em internos da Penitenciária de Segurança Máxima e do Estabelecimento Penal Feminino de Regime Semiaberto de Campo Grande. O mutirão integra um trabalho conjunto entre a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), Ministério da Saúde, Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e Secretaria de Estado de Saúde (SES).

A aplicação dos exames aconteceu na unidade semiaberta feminina, nessa segunda-feira (3) e segue até sexta-feira (7) na penitenciária masculina. Os trabalhos são uma continuidade ao mutirão realizado no Instituto Penal de Campo Grande e no Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi, em julho deste ano.

Paralelamente a esses trabalhos, em outra frente, também estão sendo aplicados testes rápidos no Presídio de Trânsito e Centro de Triagem, através do Módulo de Saúde da Agepen, com o apoio da Sociedade de Infectologia de Mato Grosso do Sul e das secretarias Estadual e Municipal de Saúde.

De acordo com a chefe da Divisão de Saúde da Agepen, Maria de Lourdes Delgado Alves, além da Máxima e do semiaberto feminino da Capital, reeducandos dos três presídios de Ponta Porã também serão atendidos pelo mutirão federal. “Lá, a aplicação dos testes rápidos está programada para a próxima semana”, informa.

Após a realização dos exames e elaboração de relatórios, as equipes de saúde retornarão às unidades prisionais envolvidas para procederem as notificações e encaminhamentos devidos. A meta é que sejam atendidos cerca de 3.800 custodiados nos cinco presídios.

Segundo o coordenador substituto de Saúde do Depen, Kléber Carlos Morais, a aplicação de testes rápidos será realizada após a sensibilização e conscientização dos internos referente à ação. “Nossa meta é atender 100% dos custodiados dessas unidades penais e, em caso de resultados positivos, serão feitos o aconselhamento e os encaminhamentos necessários para o devido tratamento por meio da equipe do médico infectologista Maurício Pompilio, juntamente com um profissional do Ministério da Saúde”, explica.

Além de fornecer mais de 13 mil testes rápidos, o Ministério da Saúde também realizará o acompanhamento dos resultados e os encaminhamentos que deverão ser feitos. Em casos positivos, é necessária a realização de exames complementares. Os servidores penitenciários das três unidades também terão a oportunidade de participar da ação.

Para o diretor da Penitenciária de Segurança Máxima, Paulo Godoy, essa parceria entre a Agepen e o Depen tem impacto extremamente positivo em complementação às ações já desenvolvidas pelo setor de saúde da unidade. “Possibilita que tenhamos um mapeamento das doenças infectocontagiosas e com isso possamos realizar um trabalho preventivo visando à promoção da saúde dos internos da unidade prisional”, comenta. 

Já a diretora da unidade semiaberta feminina (em substituição legal), Cleide Nascimento, a ação foi de grande valia para a rotina do local, já que reduz também a necessidade  de encaminhamentos para unidades básicas de saúde fora do presídio, facilitando o acesso de todas aos exames..”Quando diagnosticadas essas doenças precocemente inicia-se assim um tratamento para evitar complicações futuras”, enfatiza.

Caarapó

No Estabelecimento Penal de Caarapó um mutirão promovido pela Agepen em parceria com a Secretaria de Saúde do Município, nesta terça-feira (4), também está realizando junto aos detentos a coleta de amostras para a detecção de HIV, sífilis e hepatites, e posterior encaminhamento para tratamento, nos casos necessários. Além disso, os reeducandos também receberam exames de PSA para detecção precocemente de casos de câncer de próstata  e outras condições, como a hiperplasia prostática benigna e a prostatite.

De acordo com a direção da unidade prisional, a meta é atender a todos os 68 internos do local. “Esse tipo de medida, além de ser positivo para o custodiado, já que permite que ele seja encaminhado ao tratamento adequado, também é bom para a segurança no trabalho dos agentes’, avalia o diretor do presídio,  José Hauber.

O diretor-presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves, destaca que a atenção à saúde da população carcerária em Mato Grosso do Sul é constante, prova disso são as inúmeras ações desenvolvidas. “Além de mutirões e inclusão em todas às campanhas realizada com a população externa, temos inciativas específicas, como as de prevenção e combate à tuberculose”, finaliza.

As ações de saúde prisional em Mato Grosso do Sul são coordenadas pela Diretoria de Assistência Penitenciária, por meio da Divisão de Saúde da Agepen.

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