Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) confirmam que o câncer vem se consolidando como uma das principais causas de adoecimento e morte no Brasil. De acordo com a publicação Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil, o país deve registrar cerca de 781 mil novos casos da doença por ano até 2028.
Quando excluídos os tumores de pele não melanoma — que apresentam alta incidência, porém baixa letalidade — a projeção é de aproximadamente 518 mil casos anuais. Segundo o INCA, as estimativas indicam que o câncer se aproxima das doenças cardiovasculares como principal causa de morte no país, cenário que reflete o envelhecimento da população, as desigualdades regionais e os desafios persistentes no acesso à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao tratamento oportuno.
Entre os homens, os tipos mais incidentes são os cânceres de próstata, cólon e reto, pulmão, estômago e cavidade oral. Entre as mulheres, predominam os cânceres de mama, cólon e reto, colo do útero, pulmão e tireoide.
O câncer de pele não melanoma permanece como o mais frequente em ambos os sexos e é apresentado separadamente justamente por sua alta incidência e baixa letalidade.
Para a coordenadora de Prevenção e Vigilância do INCA, Marcia Sarpa, as estimativas vão além dos números e demonstram a necessidade de planejar e executar ações efetivas de prevenção, detecção precoce e garantia de acesso oportuno ao tratamento.
O instituto destaca ainda que a doença seguirá como um dos principais desafios para o Sistema Único de Saúde (SUS) nas próximas décadas, exigindo a otimização de recursos e avanços rumo a uma sociedade mais saudável e mais equitativa.
Entre as estratégias de prevenção e diagnóstico precoce, o INCA aponta a vacinação contra o HPV, que previne o câncer do colo do útero, o controle do tabagismo como uma das medidas mais eficazes de prevenção de diversos tipos de câncer, a redução do consumo de álcool — associado a vários tipos da doença, inclusive em baixas doses, com risco ampliado quando combinado ao tabagismo — além da adoção de alimentação saudável, prática regular de atividade física e a ampliação do rastreamento e do diagnóstico precoce, que aumentam as chances de cura e reduzem a mortalidade.
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Foto: Mireli Obando 


