Após mais de um mês de atuação em razão dos altos casos de chikungunya, a Força Nacional do SUS começa a deixar a cidade de Dourados neste sábado (18), em um movimento gradual após a redução nos índices da doença.
Até sexta-feira (17), 47 leitos hospitalares estavam ocupados por pacientes com suspeita de chikungunya no município.
A desmobilização ocorre pouco mais de 30 dias após o início das ações emergenciais, com a assistência voltando a ser conduzida pela gestão municipal e pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), sem interrupção dos atendimentos. Segundo o Ministério da Saúde, as atividades seguem um cronograma técnico, com base em critérios epidemiológicos e assistenciais, em articulação com Estado e município.
Em nota, a pasta afirma que houve queda nos casos, principalmente em território indígena. Mesmo com a saída das equipes, permanecem ativos o Centro de Operações de Emergência (COE), a Sala de Situação e as ações de campo, como vigilância e controle do mosquito, incluindo as Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs).
A Força Nacional chegou a Dourados em 17 de março, após o avanço da doença na Reserva Indígena e na área urbana. Até 16 de abril, foram registrados mais de 2,5 mil atendimentos, 130 remoções, 358 visitas domiciliares e 804 exames realizados.
O Ministério da Saúde também informou o repasse de R$ 28,4 milhões para ações emergenciais, voltadas à ampliação da capacidade de atendimento e reforço da rede especializada na cidade e região, com destaque para o Hospital da Missão. Uma unidade móvel foi enviada ao município e segue em operação, oferecendo atendimento clínico, vacinação, pré-natal, testes rápidos e coleta de exames.
Dados do boletim epidemiológico mais recente apontam que Dourados já registrou oito mortes por chikungunya, sendo sete em território indígena. Um outro óbito ainda está em investigação.
Ao todo, foram contabilizadas 5.922 notificações da doença, com 1.858 casos confirmados e taxa de positividade de 64,9%. Outros 3.061 exames seguem em análise.
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