Após vistoria do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que constatou que parte dos acompanhantes de pacientes não estaria recebendo alimentação nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Centros Regionais de Saúde (CRSs) de Campo Grande, a prefeitura se manifestou em nota encaminhada ao JD1 Notícias, rebatendo a informação e afirmando que o fornecimento das refeições está sendo feito normalmente.
Segundo a nota enviada pela administração municipal,
“A Secretaria Municipal de Saúde informa que tem cumprido integralmente o compromisso assumido junto ao Ministério Público Estadual quanto ao fornecimento de alimentação aos pacientes e acompanhantes que aguardam transferência hospitalar nas unidades de urgência e emergência da Capital.
O fornecimento das refeições é realizado de forma organizada e contínua, com acompanhamento das equipes multiprofissionais das unidades, responsáveis por informar diretamente pacientes e acompanhantes sobre o serviço, conforme o fluxo previamente estabelecido por esta Coordenadoria.Esclarece-se que as tabelas de controle utilizadas refletem o levantamento diário da média de pacientes que permanecem em espera por vaga hospitalar há mais de 24 horas, considerando cada unidade e turno. O cálculo do total de refeições distribuídas é feito com base em 100% dos pacientes nessa condição (24h+), acrescido de 30% correspondentes aos acompanhantes.
Dessa forma, o número total de marmitas entregues refere-se exclusivamente a essa parcela específica de pacientes e acompanhantes.”
A vistoria do MPMS ocorreu após denúncias de que pessoas estavam permanecendo por vários dias nas unidades sem receber alimentação. Diante da constatação, o promotor de Justiça Marcos Roberto Dietz, da 76ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, segue cobrando explicações e providências da prefeitura.
A investigação do Ministério Público, que tramita desde setembro de 2024, busca esclarecer se o município está cumprindo integralmente o fornecimento de refeições prometido e de que forma está sendo feita a comunicação com pacientes e acompanhantes.
Entre os pontos que o promotor aguarda resposta estão:
- Se há previsão de data para o processo licitatório que garantirá a contratação permanente do serviço de alimentação (Processo nº 001128/2025-57), com envio de cronograma atualizado;
- Qual a média mensal de pacientes atendidos com alimentação em cada UPA e CRS, discriminados por unidade;
- Qual a média mensal de acompanhantes que recebem refeições, também por unidade;
- Se há comunicação prévia aos pacientes e acompanhantes sobre a disponibilidade do serviço e de que maneira essa interlocução ocorre;
- Quais soluções emergenciais estão sendo adotadas para evitar descontinuidade no fornecimento, tendo em vista que a vistoria in loco do MPMS constatou que parte dos acompanhantes não estaria recebendo as refeições devidas, em desacordo com o compromisso firmado anteriormente pela Secretaria Municipal de Saúde.
O procedimento investigativo segue em andamento na 76ª Promotoria de Justiça de Campo Grande.
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UPA Leblon, em Campo Grande (Divulgação)



