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Saúde

Com 140 medicamentos em falta e apenas um leito disponível, Santa Casa teme colapso

Presidente da Santa Casa diz “Poderemos entrar em colapso, por ordem material financeira e desgaste das equipes”

16 setembro 2020 - 17h35Matheus Rondon

O presidente da Santa Casa de Campo Grande, Heber Xavier e o superintendente da Gestão Médico-hospitalar, doutor Luiz Alberto Kanamura, falaram nesta quarta-feira (16) sobre a superlotação, falta de medicamentos e insumos e possível colapso no maior hospital de Mato Grosso do Sul. 

O hospital está com 140 medicações em falta, o sedativo pode durar no máximo 7 dias e antibiótico está disponível apenas para as próximas 48h e o estoque está zerado. Segundo levantamento entre os dias 1° de janeiro e 16 de setembro de 2019, foram atendidos na Santa Casa 13.898 pacientes, neste ano de 2020 foram registrados 18.900 atendimentos. A unidade está com 94% dos leitos preenchidos, com 1 vaga disponível, a ala cirúrgica está em 100% da capacidade e a ala de atendimento ao AVC possui 3 vagas. Conforme as unidades de pronto-socorro vão trazendo os pacientes, o sistema vai informando sobre vagas disponíveis e reservadas, então esse número altera um pouco rapidamente.

Os dados que foram coletados hoje indicam que a Santa Casa possui 635 pacientes internados, desses 613 são do Sistema Único de Saúde (SUS). “A crise que chegamos hoje, não está diretamente relacionada ao paciente com covid-19 em atendimento aqui, está relacionada aos pacientes que a Santa Casa passou a atender, única e exclusivamente, desde de quando o Hospital regional quer dividia conosco essa responsabilidade em atender outros que não são covid, os pacientes geral que precisa de uma internação hospitalar", relata o superintendente Luiz Alberto Kanamura.

Os fatores responsáveis por essa crise, segundo o  Dr. Luiz, são de que o hospital tem tido dificuldade em honrar o compromisso de comprar insumos e medicamentos, já que o hospital possui dividas de aproximadamente R$ 70 milhões.

O presidente da Santa Casa, Heber Xavier, contou que entende que deve informar a população do momento que estão passando. “De uma noite para outra tem um aumento de 30% de pacientes nas mais diversas doenças, é uma dificuldade também, pois os medicamentos subiram até 133%, principalmente anestésicos", explica. “Estamos há 6 meses no atendimento enorme, e um afastamento por covid, por estresse, crescente em torno de 30%, 40%, esses dias chegamos a ter 200 servidores afastados", finaliza.

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