A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) publicou no Diário Oficial dessa sexta-feira (31) a formalização da sala de situação, com o foco em intensificar o enfrentamento das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como a dengue, zika e chikungunya.
Além de monitorar com mais critérios a evolução dos casos, a sala vai dar mais agilidade aos processos de análise e contribuir na tomada de decisões. A sala contará com representantes das áreas técnicas da Sesau, sendo permitida a participação de outros órgãos, de acordo com a necessidade.
Os integrantes vão se reunir ao menos uma vez por semana, de acordo com a necessidade demonstrada pelos indicadores epidemiológicos, entomológicos, operacionais e assistenciais.
De acordo com a superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo, a instituição da sala segue as diretrizes do Ministério da Saúde para o enfrentamento de epidemias e deve auxiliar no tempo resposta para analise dos casos.
Dados epidemiológicos
Segundo informação da Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica, até o dia 28 de janeiro, foram notificados mais de 1.500 casos de dengue somente em Campo Grande. Já no início do ano, um homem, 30 anos, teve a morte confirmada.
Outros 19 casos de Zika Vírus foram notificados e nove de Chikungunya, que ainda estão passando por processo de avaliação para confirmar ou não as suspeitas.
No ano passado, foram registrados 39 mil casos notificados de dengue na Capital e oito pessoas vieram a óbito.
Áreas de risco
Conforme o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo o Aedes aegypti (LIRAa), existem sete áreas de Campo Grande classificadas com o risco de surto de doenças transmitidas pelo Aedes.
Em comparação ao último LIRAa, o número de áreas em alerta praticamente dobrou, passando de 22 para 42 áreas.
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Sala será convocada de acordo com a necessidade dos indicadores epidemológicos (Reprodução/Assessoria)


