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Tecnologia

Impressão 3D começa a ficar mais acessível no Brasil

26 março 2012 - 11h22Simon Plestenjak/Folhapress

Imagine baixar um par de tênis, produzir um aparelho eletrônico na sua casa ou receber o transplante de um órgão produzido inteiramente em uma máquina, a partir de algumas células humanas. Essas são algumas das possibilidades futuras mais espetaculares da impressão 3D, tecnologia que começa a ficar mais acessível no Brasil.

Usadas hoje principalmente por empresas, para criação de protótipos, e por profissionais como designers e arquitetos, as impressoras 3D são capazes de construir peças criadas em programas de desenho tridimensional.

Hoje, com máquinas que custam alguns milhares de reais, é fácil produzir brinquedos, apetrechos e peças plásticas, por exemplo, mas há potencial para criações muito mais complexas.

"Acredito que a impressão 3D vá causar uma nova revolução industrial", afirma Rodrigo Krug, diretor da Cliever, que em maio vai lançar a primeira impressora 3D fabricada no Brasil, a R$ 4.000.

Krug crê que, daqui a alguns anos, será possível produzir em casa um aparelho eletrônico completo em uma impressora 3D. "Em vez de comprar um produto fabricado na China, você comprará um design, que poderá ser impresso na sua casa."

Também no Brasil, três jovens desenvolveram um aparelho similar, a Metamáquina 3D. Para viabilizá-la, o trio tenta levantar R$ 23 mil no site de financiamento colaborativo Catarse.

"Daqui a dez anos, a impressão 3D vai ser tão comum quanto o acesso à internet, o envio de e-mails e a edição de texto", aposta Rodrigo Rodrigues da Silva, um dos criadores da impressora, que custará entre R$ 2.900 e R$ 3.700.

No site brasileiro Imprima 3D, é possível encomendar a impressão de objetos 3D, que são entregues pelo correio.

Os preços dependem do tamanho do objeto e do material usado. Um anel custa R$ 2,86, enquanto um boneco de 8x8x7,9 cm sai por R$ 442,53.

"Lançamos esse serviço para que as pessoas conheçam a tecnologia e saibam que ela não está tão distante assim, não é uma coisa de outro mundo", diz Vinicius Dourado, gerente da Imprima 3D.

A Robtec, empresa do mesmo grupo, comercializa no Brasil impressoras 3D importadas que custam de R$ 5.700 a R$ 179.900.

Em janeiro, o site de compartilhamento de arquivos The Pirate Bay criou uma nova categoria para arquivos de objetos 3D --medida que deve contribuir para estender os debates sobre direitos autorais a bens tangíveis.

"Acreditamos que, no futuro próximo, você vai imprimir peças de reposição para os seus veículos e, em 20 anos, vai baixar seu par de tênis", escreveu um dos responsáveis pelo Pirate Bay, de apelido WinstonQ2038, no blog oficial do site.

Neste ano, nos EUA, a empresa Organovo conseguiu gerar pequenos pedaços de tecidos humanos em uma impressora 3D a partir de células musculares.

A ideia é usar essa técnica para criar órgãos humanos inteiros que poderão ser usados em transplantes.

Perguntas e respostas

1) O que são impressoras 3D?
São aparelhos que usam técnicas variadas --da deposição da resina plástica à moldagem de objetos com pó e laser-- para construir peças a partir de modelos digitais.

2) O que posso imprimir? Um busto meu? Uma réplica do meu gato?
As possibilidades são praticamente infinitas: brinquedos, peças de máquinas, adornos. Sim, é possível digitalizar você e seu gato e produzir um busto seu e uma réplica dele em uma impressora 3D.

3) Quanto custa imprimir em 3D?
No site brasileiro Imprima 3D, os preços dependem do tamanho do objeto e do material usado. Uma capa para iPhone, por exemplo, sai por R$ 52,97.

4) Posso ter uma impressora 3D em casa?
Sim, mas elas ainda são caras. No Brasil, podem custar a partir de R$ 4.000.

5) Qual é o público-alvo?
É bem amplo: inclui entusiastas, empresas e profissionais de áreas como desenho industrial e engenharia.

6) Quais são as vantagens?
Ela diminui a importância da economia de escala no processo de fabricação, que pode ficar mais barato, simples e rápido, diminuindo as barreiras para a criação de novos negócios e produtos.

7) E quais são os desafios?
A produção em massa permite a fabricação de produtos finais mais baratos do que os de impressoras 3D. Outras limitações incluem a dificuldade em fazer produtos complexos e a escassa oferta de materiais para impressão.

Via Folha.com

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