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Nelsinho Trad propõe criação de comissão para ajudar Venezuela

O senador disse que a comissão pode ajudar o país vizinho a enfrentar a crise

28 fevereiro 2019 - 19h12Mauro Silva com assessoria

O senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da comissão de Relações Exteriores e da Defesa Nacional,  sugeriu durante a visita do presidente em exercício da Venezuela Juan Guaidó ao Brasil nesta quinta-feira (28) que um grupo do Senado vá ao Parlatino no Panamá para discutir a crise enfrentada no território vizinho.

Na visita de Guaidó ao presidente do Senado Davi Alcolumbre (PSD), Nelsinho propôs medidas urgentes para dar rumos e soluções aos conflitos enfrentados na Venezuela.  “Uma comissão daqui deverá ir ao Parlatino no Panamá para contribuir no fim dessa crise”, comentou.

 O Senado concordou e anunciou ao autoclamado presidente da Venezuela que haverá uma comissão com essa missão diplomática para tratar sobre a crise no território vizinho em março. “A Comissão de Relações Exteriores vai fazer uma comissão de senadores só para acompanhar o caso da Venezuela e vamos propor uma reunião em um país neutro, o Panamá”,  afirmou o Nelsinho, após se despedir de Guaidó.

Em entrevista, Juan Guaidó afirmou que, mesmo diante de ameaças que vem recebendo do regime de Nicolás Maduro, irá retornar à Venezuela até a próxima segunda- feira. Principal líder da oposição ao governo de Maduro, Guaidó chegou a Brasília na madrugada dessa quinta (28). Pela manhã, se reuniu com diplomatas de países da União Europeia. À tarde, encontrou-se com o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, e com os parlamentares no Congresso Nacional. 

Guaidó enfatizou que a Venezuela vive hoje em regime de ditadura que persegue e prende adversários políticos. Ele acusou o governo Maduro de queimar alimentos e medicamentos que seriam destinados ao povo venezuelano, como forma de impedir a ajuda humanitária oferecida por países que não reconhecem mais o governo do atual presidente. "A Venezuela está entre dois caminhos: a ditadura e a democracia", enumerou.

Segundo Guaidó, no momento a Venezuela tem cerca de mil presos políticos. E, segundo ele, mais de mil exilados que continuam a luta “cada vez mais intensa” pela democracia no país.

Guaidó ressaltou que nos últimos cinco anos foram tentados três processos de negociação com Maduro, a fim de assegurar eleições livres no país, com a possibilidade de observação internacional e de auditoria do resultado.

“A exigência do povo da Venezuela era uma eleição livre, com um árbitro imparcial, o direito de eleger e de ser eleito”, declarou, acrescentando que a prisão de adversários políticos e de concorrentes de Maduro em processos eleitorais "não pode ser parte de uma eleição livre".

Brasil

O Brasil está entre os países que não reconhecem a legitimidade de Maduro como presidente da Venezuela. Na semana passada, Maduro determinou o fechamento da fronteira da Venezuela com o Brasil, em Pacaraima (RR).

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