Dentre as 190 obras de infraestrutura (todas integrantes do Novo Programa de Aceleração do Crescimento — Novo PAC) espalhadas pelos 11 Estados de fronteira que integram o Relatório 2024 do Rotas de Integração Sul-Americana, 21 são do Mato Grosso do Sul, envolvendo aeroportos, rodovias, ferrovias e hidrovias.
São ações que fazem parte de duas diferentes rotas de integração: Rota 3 — Quadrante Rondon e Rota 4 — Bioceânica de Capricórnio.
Entre as iniciativas do projeto do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), que envolvem o Estado de Mato Grosso do Sul estão desde a construção de trechos da BR-419/MS até a relicitação do trecho norte da BR-163/MS, chamado de “Rota do Pantanal” que irá melhorar a logística regional de escoamento da produção agrícola, especialmente de soja e milho, contribuindo para o desenvolvimento regional do Centro-Oeste.
No segmento de hidrovias, um dos destaques é a dragagem do Tramo Norte do rio Paraguai. Situado entre os municípios de Cáceres (MT) e Corumbá (MS), tem 700 quilômetros de extensão, atualmente utilizado por embarcações pequenas, de turismo e pesca. Com a dragagem, a via poderia ser utilizada por barcaças maiores, em acesso aos portos marítimos de Argentina e Uruguai.
Em ferrovias, o principal projeto no Estado envolve a Nova Ferroeste, uma extensão da antiga Estrada de Ferro Paraná Oeste. O novo projeto tem a finalidade de conectar o Paraná com o Mato Grosso do Sul, passando pelos municípios de Amambaí (MS), Dourados (MS) e Maracaju (MS). O relatório cita também projetos em aeroportos, como os de Ponta Porã, Dourados, Corumbá e Campo Grande.
Segundo o secretário de Articulação Institucional do MPO, João Villaverde, o relatório permite que qualquer pessoa possa acompanhar olhar essa política pública “Cada cidadão pode checar em que estágio que está cada obra e, a partir daí, cobrar o próprio governo federal e também as autoridades locais. O controle social é muito importante para o sucesso das políticas públicas”, reforça o secretário do MPO.
Villaverde ressalta a importância das contribuições locais coletadas ao longo da construção do projeto. “As rotas de integração sul-americana nasceram com a escuta ativa da federação brasileira. Ouvimos cada um dos 11 Estados de fronteira do Brasil, indo do Norte para o Sul. E agora está sendo apresentada uma resposta muito clara do que fizemos, com todo esse processo da escuta ativa”, relembra o secretário. Dinâmica semelhante também foi firmada com os vizinhos sul-americanos.
O projeto é coordenado pela Secretaria de Articulação Institucional (SEAI) do MPO, a partir da escuta ativa dos 11 Estados de fronteira no Brasil e dos países sul-americanos. Seguindo comando do presidente Lula, a ministra do Planejamento e Orçamento e a comitiva do MPO têm viajado aos estados fronteiriços brasileiros e aos países sul-americanos, com apoio do Ministério de Relações Exteriores (MRE), para verificar o andamento de projetos.
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