O médico Eduardo Valentim, cirurgião cardíaco que atua em Campo Grande desde 2012, divulgou um vídeo em que faz um alerta público sobre a crise enfrentada pela Santa Casa de Campo Grande.
Eduardo Valentim destacou que a instituição sempre foi referência para atendimentos de alta complexidade e que médicos de diversas especialidades seguem empenhados em oferecer o melhor atendimento possível. No entanto, afirmou que o hospital atravessa uma fase crítica, com meses de atraso no pagamento de salários. “Antes que falem que médico é mercenário, eu gostaria que todos entendessem que o médico também é cidadão, é pai, tem família e responsabilidades”, disse.
O cirurgião relatou que a instabilidade financeira tem afetado diretamente a vida pessoal dos profissionais. Segundo ele, há colegas que não conseguem planejar a compra de um imóvel ou mesmo decidir ter filhos por falta de previsibilidade.
Ele também alertou para o risco de redução de equipes e paralisações, não por vontade dos profissionais, mas por necessidade. “Às vezes vamos ter que largar plantões e sobreavisos para trabalhar em outros lugares e sustentar nossas casas”, disse. Eduardo Valentim afirmou ainda que os repasses atuais não cobrem as despesas da instituição e que há risco real de colapso no atendimento. “Sem a Santa Casa, a saúde do Estado entra em colapso”, declarou, pedindo apoio das autoridades e defendendo a mobilização com a campanha “Salvem a Santa Casa de Campo Grande”.
Após dias de paralisações e manifestações, os servidores da Santa Casa de Campo Grande chegaram a um acordo com a diretoria para o pagamento do décimo terceiro salário. Em assembleia, ficou definido que o benefício será quitado em duas parcelas, e não em três, como havia sido inicialmente proposto.
Com o acordo, médicos, enfermeiros, técnicos, trabalhadores dos serviços gerais e da cozinha receberam 50% do valor na quarta-feira (24), enquanto o restante deverá ser depositado até o dia 10 de janeiro de 2026. Apesar do pagamento, a Santa Casa segue enfrentando um cenário de incertezas, com dívidas acumuladas, déficit financeiro, problemas de abastecimento, superlotação e dificuldades operacionais já divulgadas pela própria instituição e acompanhadas pelo JD1 Notícias.
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Dr. Eduardo Valentim 



