Com muitas obras em andamento Porto Murtinho avança e o governo estadual investe em transporte para escoamento da produção agropecuária, pelo Corredor Bioceânico, até os portos do Chile (Pacífico), e pela Hidrovia do Rio Paraguai, em direção à Argentina (Atlântico). Foram investidos mais de R$ 650 milhões em dois anos.
Jaime Verruck, secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), se mostra otimista. “Porto Murtinho será a nossa nova Paranaguá, o desenvolvimento da região é algo concreto, tem cronograma e está acontecendo, impulsionado pelos incentivos fiscais do Programa de Estímulo às Exportações e Importações, criado pelo governo em 2015, e pelos investimentos públicos para viabilizar a Rota Bioceânica.”
Segundo o governador do estado de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, a capacidade de escoamento fluvial de commodities do município, hoje de 460 mil toneladas/ano, será ampliada para seis milhões de toneladas/ano a médio prazo. “Mato Grosso do Sul será o novo hub logístico para a América do Sul, é fundamental essa expansão logística porque o Estado deve aumentar em mais 1,5 milhão de hectares a área plantada em 10 anos”. afirmou Reinaldo.
Entusiasmada com as obras, a mídia chinesa enviou um jornalista do jornal The Economist Observer para acompanhar de perto o que imaginam ser um futuro de boas negociações.
O Corredor Bioceânico vai reduzir em 17 dias o trajeto de viagem das commodities de Mato Grosso do Sul até o mercado asiático, embarcando nos portos do Chile, ao invés de usar os portos de Paranaguá (PR) ou de Santos (SP). O Paraguai lançou em julho a licitação do projeto executivo da ponte, que será iniciada em 2020 com conclusão em três anos, ao custo de R$ 290 milhões. A estrutura de 680m será instalada no km 1032 da Hidrovia do Rio Paraguai.
O país vizinho também cumpre o acordo para viabilizar a nova rota com o asfaltamento de 497 km da Rodovia do Chaco (Pantanal), de Carmelo Peralta a fronteira com a Argentina. O primeiro trecho, de 227 km, segue seu cronograma em duas frentes – Carmelo Peralta e Loma Plata -, com previsão de conclusão do primeiro lote em setembro, de 24 km. A obra executada pelo Consórcio Corredor Vial Oceânico (Queiróz Galvão e Ocho A) custará U$ 420 milhões.
Dois grandes empreendimentos privados estão brotando no solo murtinhense. Um dos novos portos, o da FV Cereais, está com 60% de sua obra concluída e deverá antecipar a operação para março de 2020, informou o engenheiro responsável Jairo Emanuel Rosso. O terminal para estacionamento de rodotrens, no km 679 da BR-267, deverá concluir a pavimentação do espaço para 400 veículos em quatro meses.
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