Um abaixo-assinado, que já possui quase cinco mil assinaturas, foi criado na última sexta-feira (17) para pedir a prisão dos dois suspeitos de ter causado a morte do adolescente Wesner Moreira da Silva, de 17 anos, que não resistiu aos ferimentos causados por uma ‘brincadeira’ de mau gosto no Lava jato onde trabalhava.
De acordo com o tio do adolescente, Elsom Ferreira Silva, o abaixo-assinado foi criado por uma pessoa que não é da família e nem em Campo Grande mora. Segundo ele a uma mulher identificada como Renata Nunes, moradora do município de Goiânia teria entrado em contato com ele e dito que criaria ao documento.
Sem saber exatamente o que levou a essa moradora de Goiânia a iniciar o abaixo-assinado, Elsom disse apenas que ela teria visto o caso na internet e se sensibilizado. “Ela me ligou na sexta-feira e disse que era da imprensa de Goiânia, que tinha ficado sabendo do caso e que faria o abaixo-assinado. Ela me disse que ligaria de novo depois, mas não ligou”, destaca.
Com quase cinco mil assinaturas, o documento pode ser assinado por qualquer pessoa. No texto informado pela criadora é destacado o sentimento de revolta e o pedido de justiça. “Aos juízes de direito e demais autoridades públicas: Pedimos que V. Exas não deixem esse caso cair no esquecimento. Queremos apenas que a Justiça seja feita e que os responsáveis por ter ceifado a vida do Wesner Silva paguem pelo crime que cometeram, assumiram o risco da morte do rapaz. Queremos justiça, não iremos deixar o caso no esquecimento”, diz uma parte do texto.
O abaixo-assinado foi criado após o juiz Carlos Alberto Garcete de Oliveira, da 1ª Vara do Tribunal do Juri de Campo Grande negar o pedido de prisão preventiva de Thiago Demarco Sena, 26 e Willian Henrique Larrea,30 objetivo do, principais responsáveis pela agressão que levou a morte de Wesner . Segundo Elsom, o objetivo é fazer com que os dois sejam presos.
O documento pode ser visto e assinado aqui.
Relembre o caso
Wesner foi internado as pressas no dia 3 de fevereiro após o patrão e um colega de trabalho fazerem uma “brincadeira” com uma mangueira de compressor de ar, que atingiu o ânus e acabou entrando ar no corpo do adolescente. Após ser levado para a Santa Casa da Capital, ele teve que ser submetido a uma cirurgia para retirada de 20 centímetros do intestino.
O caso chocou a Capital, já que os suspeitos Thiago Giovani Demarco Sena e Willian Larrea trabalhavam com o jovem no lava-jato. A situação que foi tratada por eles como uma brincadeira, virou caso de polícia e a família está bastante apreensiva.
O adolescente ficou onze dias internado na Santa Casa de Campo Grande, mas morreu na tarde de terça-feira (14). De acordo com a assessoria do hospital, a causa da morte foi choque hipovolêmico, que é a perda de grandes quantidades de sangue e líquidos, seguido de uma parada cardiorrespiratória. Os médicos ainda tentaram reanimá-lo durante 45 minutos, mas o adolescente não resistiu.
O Tribunal de Justiça de MS é que terá de verificar se o fato é um homicídio com dolo eventual ou uma lesão corporal de natureza grave.
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