Os produtores de Mato Grosso do Sul estão animados com anúncio da abertura do mercado chinês para a compra de produtos lácteos brasileiros, como leite em pó e queijo.
O diretor do Sindicato Rural de Campo Grande, Rochedo e Corguinho (SRCG) e vice-presidente do Conselho Paritário de Produtores e Indústrias de Leite em MS (Conseleite), Wilson Igi, destaca que a notícia soa como “uma luz no fim do túnel” para os produtores de leite, mas os frutos devem ser esperados a curto prazo, já que dependem de vários protocolos sanitários.
“A abertura é capaz de alavancar o mercado brasileiro, mesmo as exportações se tratando do queijo industrial, que tem escala, teremos impacto no artesanal. Mato Grosso do Sul, por meio do Iagro, trabalha para regulamentar esse queijo e as entidades, como os Sindicatos e o Senar, buscam profissionalizar os produtores e torna-los eficientes para atender as demandas locais e interestaduais”, afirma Igi.
O Sindicato espera que no processo de regulamentação dos produtos artesanais, que o estado delegue ao Serviço de Inspeção Municipal (SIM) a fiscalização de determinados produtos. Principalmente àqueles que apresentam menor risco para a saúde humana, como doce de leite, mel e outros de origem animal, diminuindo assim algumas burocracias.
Para o presidente do SRCG, Alessandro Coelho, este é mais um passo na valorização dos produtos artesanais dado pelo Mapa. “Essa abertura de mercado, com o selo lançado recentemente pelo Ministério e o acordo do Mercosul com a União Europeia, projetam o Brasil para novos patamares nos próximos anos. Resultados rápidos de um governo que olha para o produtor e entende suas necessidades”, afirma.
As discussões com a China estão na agenda da ministra Tereza Cristina, que deve viajar ao país no dia 17 de agosto para uma nova rodada de negociações. O Mapa também tenta aumentar o número de frigoríficos brasileiros autorizados.
De acordo com o site do Mapa a habilitação dos estabelecimentos, gera expectativa exportação equivalente a US$ 4,5 milhões em queijos, Valor estimado pela Viva Lácteos (associação que representa a indústria de lácteos). Em 2018, os chineses importaram 108 mil toneladas em queijos. A importação do produto tem crescido a uma taxa média anual de 13% nos últimos cinco anos.
As exportações brasileiras de queijos cresceram 65,2% nos últimos três anos. Antes da abertura do mercado chinês, o setor já vinha investindo no ingresso dos produtos na China, por meio da participação em feiras.
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“Resultados rápidos de um governo que olha para o produtor e entende suas necessidades”, afirma o presidente do SRCG, Alessandro Coelho (reprodução/assessoria)



