Menu
Menu
Busca sexta, 01 de maio de 2026
Aguas Guariroba Canais digitais Abr26
Geral

Ação em São Paulo oferece atendimento médico, estético e social a refugiados

16 dezembro 2017 - 16h58Agência Brasil

Corte de cabelo, limpeza de pele, massagem, exame de vista, medição de colesterol, orientação odontológica e pipoca de graça... Quem passou na tarde de hoje (16) pelo Vale do Anhangabaú, no centro da capital paulista, pôde receber qualquer um desses serviços. 

É o 5º Festival de Direitos Humanos, no qual a Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (Fambras), em parceria com a Coordenação de Políticas para Migrantes da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo, ofereceram 17 modalidades de serviços a quem passasse pelo local. A ação era voltada principalmente a imigrantes e refugiados que vivem na capital.

O evento foi chamado de “E eu, onde fico? – Ação Social do Islam” e, além dos serviços médicos e estéticos, também ofereceu atendimento jurídico e inclusão no Sistema Único de Saúde (SUS).

“Essa ação faz parte do 5º festival de Direitos Humanos e Cidadania e tem o objetivo de prestar serviços importantes para a população, com foco maior em imigrantes e refugiados, mas não restrita a eles. O foco nos imigrantes e refugiados se dá principalmente porque a próxima segunda-feira (18) é o Dia Internacional do Imigrante. Fizemos um esforço para que essas pessoas pudessem vir até aqui, oferecendo transporte de ônibus. Além de serviços de saúde e de lazer para as crianças, oferecemos também serviços específicos que sabemos que são essenciais para a população imigrante”, falou Andrea Zamur, coordenadora de Políticas para Migrantes da secretaria de Direitos Humanos.

Um dos que aproveitou a ação para fazer massagem e uma limpeza de pele foi o modelo angolano Jeremias Junior, que está de férias no Brasil e pretende ficar até o carnaval. “Fui convidado [a vir no Anhangabaú] por uma amiga, que disse que teriam atividades legais para fazer aqui”, comentou. “Acho legal uma religião promover uma atividade dessa e todo mundo poder participar. Acho que é uma boa integração. Aqui os imigrantes e refugiados se encontram e se tornam um só, há forte união”, destacou.

A estudante Maria Carolina Chandelier, 18 anos, também esteve no Anhangabaú hoje e decidiu fazer um tratamento estético. Ela, que aderiu à religião mulçumana após estudar sobre o Islã na escola, disse que ainda pretende participar de outras ações no local, como pintura no rosto e medição de diabetes e de hipertensão.

“Este ano é a quinta ação que estamos concretizando. Diferentemente das outras ações, esst tem foco nos refugiados e imigrantes. A ação solidária islâmica tem como viés fazer o bem a cada idade e amparar as pessoas menos favorecidas, além da responsabilidade social. A ideia é que essa ação tenha a característica de incluir e trazer pessoas que estão com problemas diversos, na área jurídica ou de saúde, para que tenham uma vida mais digna”, disse Ali Hussein El Zoghbi, vice-presidente da Fambras.

Refugiados e imigrantes

Andrea afirmou que não há dados específicos ou oficiais sobre o número de refugiados na cidade de São Paulo. Já o número de imigrantes é superior a 400 mil, disse ela. “Quem disponibiliza esses dados é o Conare [Comitê Nacional para os Refugiados] e eles não fazem isso municipalizado. Temos os dados da Polícia Federal para o município de São Paulo, em torno de 400 mil imigrantes. Mas esses dados não refletem exatamente o número da população porque eles apenas contemplam os imigrantes que estão em situação migratória regular. Achamos então que o número é muito maior”, acrescentou.

Segundo o vice-presidente da Fambras, o número de refugiados mulçumanos no país soma 3.276 pessoas cadastradas legalmente, principalmente vindos da Síria. “São pessoas que hoje vivem adaptadas, na medida em que a maior parte das comunidades islâmicas buscou dar todo o amparo necessário. É claro que tem casos pontuais, que buscamos resolver, de pessoas que sequer tem documentos. Uma ação como essa de hoje dá todo o suporte para que possamos enxergar essa pessoa e cadastrá-la adequadamente”, observou.

Reportar Erro
UNIMED PJ Maio26

Deixe seu Comentário

Leia Também

Em nota, Rede MS anuncia morte de Ivan Paes Barbosa por infarto e informa sobre velório
Geral
Em nota, Rede MS anuncia morte de Ivan Paes Barbosa por infarto e informa sobre velório
Cabo da PMMS, Marcelo Goes dos Santos -
Justiça
Cabo Goes aponta 'perseguição' da PMMS, mas continua condenado por constrangimento ilegal
Reunião busca valorização da segurança pública
Geral
Governo autoriza promoções e amplia cursos nas forças de segurança em MS
Morre aos 92 anos Ivan Paes Barbosa, fundador de grupo de comunicação em MS
Geral
Morre aos 92 anos Ivan Paes Barbosa, fundador de grupo de comunicação em MS
A iniciativa é considerada inédita na seccional
Geral
Escola de Prerrogativas é lançada para capacitar novos advogados em MS
Foto: Myke Sena/MS
Saúde
HIV/Aids causou mais de 50 mortes em Campo Grande em 2025, aponta MPMS
Foto: PCi-MS
Geral
Emissão do novo RG abre agendamento com vagas ampliadas no Estado
Apreensão em ação conjunta do 9º BPM e 11ª CIPM - Foto: Divulgação
Polícia
Operação da PM prende dois e apreende mais de 170 quilos de droga na Capital
'Ju', como é conhecida precisa de leito hospitalar - Foto: Arquivo Pessoal
Saúde
Entre idas e vindas na UPA, porteira aciona Justiça para garantir internação em UTI
Dia em que Vandermárcio foi socorrido com vida
Justiça
Morte de Vandermárcio: TJMS atende defesa e manda fazer reprodução simulada dos fatos

Mais Lidas

Sede da Depca, em Campo Grande
Polícia
Morre bebê de 1 ano que foi vítima de maus-tratos e estupro em Campo Grande
Presidente do Conselho Municipal de Saúde, Jader Vasconselos
Cidade
Após denúncia, TCU abre investigação sobre uso de R$ 156 milhões da Saúde de Campo Grande
Protesto - Foto: Sarah Chaves
Política
Trans e travestis se manifestam contra lei sobre uso de banheiros na Capital
Jornalista Sérgio Pereira Bittencourt - Foto: Reprodução / Redes Sociais
Trânsito
Jornalista morre após grave acidente entre motos em Campo Grande