O ex-assessor e primo do juiz Odilon de Oliveira, Jedeão de Oliveira, fez acusações contra seu ex-chefe de ter concedido à Polícia Federal autorizações genéricas de interceptações telefônicas, abrindo espaço para escutas clandestinas.
De acordo com o jornal Folha de São Paulo, Jedeão afirmou ainda que o juiz mandava inflar dados divulgados à imprensa sobre apreensão de bens e abrir inquéritos com base em cartas anônimas feitas apenas para legalizar o uso das gravações. Jedeão disse que Odilon “inventava as coisas para estar na mídia” a fim de manter a aura de “magistrado implacável e inimigo dos criminosos”.
Jedeão foi assessor de Odilon por 22 anos e ocupava o cargo de diretor da 3ª Vara Federal de Campo Grande onde era o responsável pela administração do cartório e pelo acompanhamento de operações da PF, tocadas por Odilon.
Em junho de 2016, Jedeão foi exonerado após ser apontado por transferir indevidamente R$ 53 mil de uma conta judicial para um réu. Na época, o ex-diretor se justificou dizendo que a transferência foi uma manobra financeira para solucionar problema nas contas da vara. Ele ainda disse que não ficou com nenhum centavo e que o dinheiro seria reposto.
Desde então, Jedeão passou a ser acusado de diversas irregularidades que somadas representam um desvio de R$ 10 milhões. Há dois meses, Jedeão entregou documento ao Ministério Público Federal (MPF), com proposta de delação premiada.
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As declarações do ex-assessor e primo do juiz Odilon foram publicadas na Folha de São Paulo (Reprodução/internet)



