Menu
Menu
Busca sexta, 30 de janeiro de 2026
Geral

General Mauro Sinott deixa 1ª DE e assume chefia do Gabinete da Intervenção

20 março 2018 - 16h13Agência Brasil

O Comando Militar do Leste (CML) efetuou hoje (20) a troca do comando da 1ª Divisão de Exército, que engloba a maior parte das tropas que integram o Comando Conjunto das Operações no contexto da intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro. O general Mauro Sinott deixa o posto para assumir a chefia do Gabinete da Intervenção Federal, depois de um ano e meio a frente da 1ª Divisão.

Em sua despedida da divisão, que é berço da Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial, Sinott agradeceu aos subordinados e às instituições e disse que todos proporcionaram a operação das estruturas em benefício da população. Assume o comando da 1ª Divisão, que conta com 11 mil homens, o general Antônio Manuel de Barros, diretor de abastecimento há quatro anos. Ele entrou para o Exército em 1978, foi instrutor da Academia Militar das Agulhas Negras e comandou o Centro de Instrução de Guerra na Selva.

O interventor, general Braga Netto, que presidiu a solenidade na Vila Militar, em Deodoro, elogiou o trabalho de Sinott à frente da divisão. Ele destacou algumas ações realizadas sob o comando de Sinott, entre elas a operação Guanabara, nas eleições municipais 2016 na capital, Baixada Fluminense e região metropolitana; a Capixaba, na Grande Vitoria, em fevereiro e março de 2017, para preservar a ordem pública devido à falta de patrulhamento da PM nas ruas e as Operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) a partir de julho de 2017, além das primeiras operações da intervenção no estado.

“O general Sinott foi um excepcional assessor, cuja coragem moral, lealdade, inteligência e capacidade técnica profissional contribuíram para que eu pudesse tomar decisões importantes em relação às operações. Ao analisar todas as tarefas que essa divisão cumpriu durante o seu comando, posso lhe dizer que, assim como ocorreu há 73 anos com os nossos pracinhas, a cobra continua fumando”.

Vila Kennedy

Em entrevista à imprensa após a solenidade, o general Mauro Sinott explicou que, mesmo com o anúncio de saída do efetivo da Vila Kennedy, anunciada hoje, as tropas ainda permanecem no local.

“A 1ª Divisão de Exército vai continuar prestando esse apoio para a Polícia [Militar] até que ela recupere a sua capacidade operacional e assuma a sua missão constitucional que é realizar o policiamento ostensivo. Ao longo do tempo haverá uma saída do Exército para o retorno da polícia. Não tem data específica para a tropa sair, está condicionada à recuperação operacional do 14º Batalhão”.

Na semana passada, o 14º Batalhão foi o primeiro a passar por inspeção do interventor. Sobre os recursos prometidos pelo governo federal para o trabalho da intervenção, Sinott destacou que, além do dinheiro, é necessária também a recomposição de efetivo e de material.

“É um sem número de tarefas que deverão ser executadas e ao longo do tempo vão restituir essa capacidade [operacional] das polícias. Vai ser construído dentro do respeito institucional, que é fundamental. A nossa polícia militar tem 210 anos, é uma instituição de grandes serviços para o estado do Rio de Janeiro”.

Para a recomposição do efetivo da PM, o general adiantou que serão utilizados recursos humanos da desativação de unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). “Existem várias que estão sendo avaliadas em função de seu desempenho, de acordo com a finalidade a que se destinava. E pode servir também para a recomposição dos efetivos dos batalhões. Provavelmente [a UPP da] Vila Kennedy entrará nisso”.

Marielle

Sobre o pedido do presidente Michel Temer de celeridade na investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, Sinott disse que o melhor que o Gabinete da Intervenção Federal pode fazer é “deixar a Polícia Civil trabalhar”.

“É uma tarefa que está com a Divisão de Homicídios da Polícia Civil. Vamos aguardar os resultados. Nós podemos colaborar deixando a Polícia Civil realizar o seu trabalho, essa é a principal contribuição que nós podemos fazer. Porque é uma atribuição constitucional da Polícia Civil, o trabalho investigativo”.

Reportar Erro

Deixe seu Comentário

Leia Também

Em todo o Estado, são ofertadas 2.842 vagas por dia, sendo 1.000 diárias somente na Capital
Geral
Novo RG: Campo Grande tem 1 mil vagas diárias para emissão da identidade nacional
Senado Federal - Foto: Andressa Anholete
Política
Congresso Nacional retoma trabalhos em fevereiro com 73 vetos de Lula na pauta
Agência dos Correios
Justiça
Gerente dos Correios é preso em flagrante por furto de mercadorias
Instituto Mirim de Campo Grande - Foto: Reprodução / PREFCG
Cidade
Adriane Lopes corta 220 vagas do Instituto Mirim e reduz inclusão de adolescentes
Imagem Ilustrativa
Interior
Justiça de Paranaíba condena homem a 23 anos de prisão por estupro de vulnerável
Fiscal do Ministério do Trabalho - Divulgação / MTE
Brasil
Trabalho escravo e tráfico de pessoas fazem Justiça registrar alta histórica em 2025
TJMS revoga prisão de investigado por suposto estupro de vulnerável
Justiça
TJMS revoga prisão de investigado por suposto estupro de vulnerável
Caso aconteceu durante a madrugada
Justiça
Acusado de homicídio por espancamento em Campo Grande é condenado a 10 anos de prisão
Menina sofria violência sexual -
Interior
TJ vê inconsistências em versões e absolve homem condenado por estupro em Ivinhema
Marcos Marcello Trad -
Justiça
Justiça declara nulo ato que efetivou Marquinhos Trad na ALEMS sem concurso público

Mais Lidas

Confronto aconteceu no bairro Jardim Cerejeiras
Polícia
AGORA: Dois suspeitos de roubos morrem em confronto com o Choque em Campo Grande
Carro desviou de buraco e atingiu o motociclista
Trânsito
AGORA: Motorista desvia de buraco, atinge moto e mata motociclista no Jardim Seminário
Foto: Ilustrativa / MrDm / Freepik
Comportamento
Pesquisa aponta que mulheres preferem homens com pênis maiores
Polícia Militar atendeu a ocorrência
Polícia
AGORA: Homem é morto com tiro na cabeça no Jardim Centro Oeste