O governo dos Estados Unidos (EUA) apresentou na terça-feira (6) um processo contra o estado da Califórnia por várias leis de imigração que desafiam as políticas de Donald Trump e, sob seu ponto de vista, violam a Constituição, informaram veículos de imprensa locais.
No processo, o procurador-geral dos EUA, Jeff Sessions, pediu a um juiz federal que bloqueie três leis aprovadas na Califórnia nos últimos meses que restringem a colaboração da polícia local com as autoridades de imigração.
O governo Trump considera que essas três leis "santuário" impedem que os agentes de imigração façam seu trabalho e, portanto, a deportação de imigrantes ilegais com antecedentes.
Essas leis, de acordo com o processo, "refletem um esforço deliberado da Califórnia para obstruir a aplicação da lei federal de imigração nos Estados Unidos".
O processo representa a maior ofensiva de Trump ao estado da Califórnia que, devido ao seu tamanho e ao claro domínio democrata, tornou-se um dos principais contrapesos às políticas do presidente, especialmente em imigração.
Sessions deve anunciar nesta quarta a apresentação do processo, durante um ato com agentes da lei na Califórnia.
O processo é especialmente dirigido ao governador californiano, Jerry Brown, e ao procurador do estado, Xavier Becerra.
Brown já classificou de "manobra política" do governo Trump e disse que Sessions chega à Califórnia para "dividir e polarizar mais os Estados Unidos".
Becerra, por sua vez, defendeu a constitucionalidade das leis californianas e disse que as entidades locais e estaduais "têm o direito de determinar quais são as políticas melhores" para elas.
As maiores cidades do país, Los Angeles, Chicago e Nova York, entre muitos outros governados pela oposição democrática, adotaram essas políticas que limitam principalmente o fluxo de informações entre seus policiais e agentes de imigração.
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