O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta ficará em quarentena remunerada por seis meses antes de poder assumir atividades no setor privado, segundo decisão da Comissão de Ética Pública da Presidência da República.
Segundo informações da Veja, nessa terça-feira (26), o colegiado definiu que o ex-auxiliar de Jair Bolsonaro seguirá recebendo o salário de R$ 31 mil a que tinha direito como ministro, mas não poderá ser contratado por empresas.
Na prática, Mandetta ficará em quarentena porque, na condição de ministro da Saúde, teria tido acesso a “informações privilegiadas”.
A consulta sobre a possibilidade de atuar na iniciativa privada partiu do próprio ex-ministro, após receber proposta do seu partido, o DEM, para assumir cargo de consultor.
Ainda segundo o site, o ex-ministro afirmou que ainda não tem detalhes das restrições a que ficará exposto e que ainda aguarda a comunicação formal da decisão.“Nunca houve na história do Ministério da Saúde quarentena nesses termos. Acho uma burrice. Se eu fosse trabalhar na indústria farmacêutica, por exemplo, que poderia contratar com o poder público, tudo bem; mas são consultorias”, criticou.
Além da proposta do DEM, Mandetta contou ter recebido mais de 100 pedidos de consultoria para projetos de lei e mais de 40 propostas de entidades e empresas para elaboração de um plano de enfrentamento ao coronavírus.
Mandetta conta que, desde que saiu da pasta, vem ajudando “informalmente”, e que aguardava a posição formal da Comissão de Ética para saber como poderá aplicar a experiência que teve no comando do ministério durante a pandemia. “Fui procurado por shoppings, times de futebol, gente que quer reabrir casas de show… eles querem saber como se elabora plano de biossegurança, como adaptar o ambiente de trabalho”, afirmou.
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Na prática, Mandetta ficará em quarentena porque, na condição de ministro da Saúde, teria tido acesso a “informações privilegiadas” (Reprodução/Internet)



