No encontro do Comitê gestor que trabalha no Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) em Mato Grosso do Sul, realizado terça-feira (16) na Superintendência Federal da Agricultura (SFA), em Campo Grande, o secretário Jaime Verruck, da Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) reforçou a dimensão que a obtenção do status de área livre de febre aftosa sem vacinação tem para a pecuária e a economia sul-mato-grossense.
“O Governo do Estado fez uma opção estratégica e trabalha para que, no ano de 2021, Mato Grosso do Sul garanta o status de área livre de febre aftosa sem vacinação. Essa evolução vai nos permitir um novo posicionamento da pecuária sul-mato-grossense no mundo, dada a qualidade na nossa carne. Nós atingimos níveis de excelência na nossa produção pecuária que já são referenciados pelo mercado, graças a programas como o Precoce e outros. Tudo isso pode ser prejudicado caso não consigamos cumprir as metas estabelecidas no PNEFA e essa é uma responsabilidade e um trabalho de todos, produtores e governo”, afirmou o secretário Jaime Verruck no encontro do Comitê gestor do PNEFA no Estado.
O titular da Semagro participou do encontro juntamente com o superintendente de Produção e Agricultura Familiar, Rogério Beretta, do superintendente Federal de Agricultura no Estado, Celso Martins, do diretor-presidente da Iagro, Luciano Chiochetta e representantes da Famasul, Sejusp, Sefaz, Embrapa, Sicadems, Avimasul e CRMV-MS. “A SFA nos apresentou o quanto evoluímos desde o início dos trabalhos. Hoje, nós sabemos o que precisamos fazer, temos um planejamento com metas e prazos definidos. Todas as entidades que participaram da reunião estão cientes de que a responsabilidade é conjunta e estamos dando todos os passos necessários para atingir o nosso objetivo”, frisou o secretário.
Uma das ações é Campanha de Vacinação contra febre aftosa, já em andamento em todo o Estado e que neste ano traz uma novidade, que é a redução da dose, de 5 ml para 2 ml. A alteração da dosagem da vacina – hoje obrigatória em bovinos e bubalinos – e sua retirada definitiva em todo País fazem parte do Plano Estratégico 2017-2026 do PNEFA, que busca a mudança de status para ‘livre de febre aftosa sem vacinação’. “Nós temos um excelente nível de cobertura vacinal no Estado, chegando a pouco mais de 98%, mas a nossa meta é ter 100% do rebanho vacinado”, lembra Verruck.
Outra ação que irá contribuir com o trabalho do governo estadual no cumprimento das metas para que Mato Grosso do Sul obtenha a certificação de área livre e aftosa sem vacinação é o projeto de lei que institui o programa de atualização cadastral do produtor e ajuste de rebanho no Estado. O PL já foi encaminhado à Assembleia Legislativa pelo governador Reinaldo Azambuja.
“Teremos informações atualizadas sobre o rebanho no Estado. O produtor que estiver com algum tipo de inconformidade poderá regularizar a sua situação mediante as condicionantes previstas na legislação. A lei também vai contribuir para reforçar os recursos do Refasa – Reserva Financeira para as Ações de Defesa Sanitária Animal – outro item fundamental para o Estado ser livre de aftosa, sem vacinação”, finalizou Jaime Verruck.
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Encontro do comitê gestor que trabalha no Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) (Reprodução)



