Hussan Soares Gonçalves e Matheus Enrique Moraes Pinto, suspeitos de praticar injúrias discriminatórias contra pacientes do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD) de Corumbá, responderam ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) no âmbito da investigação que apura o caso.
Conforme a investigação, os suspeitos teriam publicado, em uma plataforma digital, comentários e conteúdos depreciativos e discriminatórios contra pessoas em sofrimento psíquico. O vídeo divulgado associava o CAPS AD a práticas estigmatizantes, sugerindo que o local seria destinado a “loucos” e que os tratamentos envolveriam “choques”, entre outras afirmações pejorativas.
Em defesa encaminhada à promotoria, os investigados alegam que não houve intenção de ofender, expor ou desrespeitar os pacientes. Segundo eles, o conteúdo audiovisual divulgado tinha caráter artístico e humorístico, sem direcionamento específico a qualquer usuário do CAPS AD.
O vídeo foi retirado da plataforma três horas após a postagem, após alguns usuários relatarem que o material poderia ser considerado sensível. Além disso, o conteúdo é uma réplica de outro influenciador, não sendo original.
A defesa ainda argumenta que não houve dolo ou má-fé, nem intenção discriminatória. Nenhum paciente foi identificado ou teve imagens ou dados pessoais utilizados, e, segundo os requeridos, a liberdade de expressão e manifestação artística assegurada pela Constituição Federal (artigos 5º, IX, e 220) deve ser compatibilizada com outros direitos fundamentais.
Mesmo sem dolo ou ofensa direta, os investigados se colocaram à disposição para firmar um compromisso de ajuste de conduta, caso necessário, reforçando a intenção de não produzir materiais que possam ser interpretados como ofensivos ou discriminatórios, e ratificaram o respeito aos serviços prestados pelo CAPS AD e sua relevância social.
No documento apresentado ao MPMS, eles solicitaram:
- Que a manifestação seja recebida como exercício do direito de defesa;
- O reconhecimento da ausência de dolo, má-fé ou intenção discriminatória;
- Subsidiariamente, caso necessário, a celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC);
- O arquivamento do Inquérito Civil.
A resposta dos investigados aguarda análise e deliberação do promotor de Justiça Pedro de Oliveira Magalhães.
JD1 No Celular
Acompanhe em tempo real todas as notícias do Portal, clique aqui e acesse o canal do JD1 Notícias no WhatsApp e fique por dentro dos acontecimentos também pelo nosso grupo, acesse o convite.
Tenha em seu celular o aplicativo do JD1 no iOS ou Android.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

Rapaz é baleado e abandonado por suspeito próximo a frigorífico em Nova Andradina

Justiça de Paranaíba condena homem a 23 anos de prisão por estupro de vulnerável

Preso pela polícia, suspeito matou homens por causa de furto e drogas em Ladário

TJ vê inconsistências em versões e absolve homem condenado por estupro em Ivinhema

Jovem morre afogado após entrar no rio Aquidauana, em Corguinho

Homem desaparecido é encontrado morto em plantação de soja em Maracaju

'Rapidinha' de R$ 100 termina em calote e agressão contra mulher em Maracaju

Polícia Militar atende ocorrência de cão vítima de escalpelamento em Nova Alvorada do Sul

Polícia procura 'João Pequeno' que matou homem a tiros no feriado de Natal em Miranda

Caps de Corumbá (Gisele Ribeiro/PMC)



