Está previsto para acontecer nesta quarta-feira (5), no Tribunal do Júri de Campo Grande, o julgamento de cinco acusados pelo ataque a tiros que resultou na morte de Aysla Carolina de Oliveira Neitzke e Silas Ortiz, ambos de 13 anos. O crime, ocorrido em 3 de maio de 2024, no bairro Jardim das Hortências, chocou a cidade pela brutalidade e pelas circunstâncias em que as vítimas foram atingidas.
De acordo com a investigação, os adolescentes foram mortos por balas perdidas durante uma tentativa de homicídio contra Pedro Henrique Silva Rodrigues, que sobreviveu após ser baleado na perna. O caso teve grande repercussão em Campo Grande pela crueldade e pela pouca idade das vítimas.
Quem são os réus
Os cinco acusados foram pronunciados pela Justiça e irão a julgamento por homicídio qualificado e tentativa de homicídio, além de outros crimes relacionados ao ataque. Cada um teria desempenhado um papel específico na ação criminosa:
- Kleverton Bibiano Apolinário da Silva – Apontado como mandante do crime, teria orquestrado o ataque de dentro do sistema prisional.
- João Vitor de Souza Mendes – Acusado de ser o autor dos disparos que mataram os adolescentes e feriram Pedro Henrique.
- Nicollas Inácio Souza da Silva – Identificado como o piloto da motocicleta de onde partiram os disparos; confessou sua participação durante depoimento à polícia.
- Rafael Mendes de Souza – Acusado de dar apoio logístico ao grupo, fornecendo a motocicleta utilizada no ataque e sua residência como ponto de planejamento.
- George Edilton Dantas Gomes – Motorista de aplicativo, apontado como responsável por ajudar na fuga de três acusados após o crime.
Os crimes
O grupo responde por uma série de crimes, entre eles homicídio qualificado por motivo torpe, meio que impossibilitou a defesa das vítimas, tentativa de homicídio, receptação de bens, posse ilegal de arma de fogo e porte de arma de uso restrito.
Prisões
Os cinco acusados foram presos poucas horas após o crime, em uma ação rápida da Polícia Militar, que mobilizou parte do efetivo para capturar os envolvidos. Desde então, todos permanecem detidos à disposição da Justiça.
O júri popular acontece na 2ª Vara do Tribunal do Júri, sob a presidência do juiz Aluizio Pereira dos Santos, e deve reunir familiares das vítimas, autoridades e moradores, em meio à expectativa de Justiça por um dos crimes que mais comoveram a Capital sul-mato-grossense.
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Arma localizada que teria sido usada no tiroteio e na morte de Silas e Aysla (Divulgação/Batalhão de Choque/Redes Sociais)



