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Justiça

Procon instaura investigação contra Bradesco Saúde

Clientes reclamam que, quando conseguem o atendimento pretendido, são obrigados a pagar

26 fevereiro 2019 - 18h57Da redação com assessoria

A Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor – Procon-MS instaurou procedimento de Investigação preliminar em relação à empresa Bradesco Saúde, tendo em vista a insatisfação dos beneficiários devido às dificuldades encontradas cada vez que necessitam dos serviços.

A pequena quantidade de médicos e empresas especializadas em saúde credenciadas pelo plano assistencial do Bradesco é a reclamação mais recorrente entre os consumidores que recorreram ao Procon Estadual. De acordo com dezenas de denúncias registradas somente neste mês de fevereiro, recebidas por meio do aplicativo “fale conosco”, existe dificuldade muito grande em encontrar profissionais na maioria das especialidades e, quando encontram, não conseguem marcar consultas.

Os clientes reclamam que quando conseguem o atendimento pretendido, são obrigados a pagar para, posteriormente sem ter prazo pré fixado muitas vezes demorando meses, serem ressarcidos pelo plano que deveria ser responsável pela  remuneração do profissional ou empresa prestadora de serviços.

Há pessoas que migraram de outros planos de saúde porque foram iludidas. “Na hora de nos vender o plano, nos ofereceram maravilhas. Falaram de uma ampla rede de atendimento mas, quando precisamos, não era nada disso. Nos arrependemos amargamente da  decisão” é o que relatam, quase todos, os beneficiários.

Diante disso, o superintendente do Procon Estadual, Marcelo Salomão, determinou a instauração do procedimento e a devida notificação à Bradesco Saúde S.A. com sede no bairro Rio Comprido, no Rio de Janeiro, para, no prazo de dez dias após o recebimento, enviar ao Cartório do Procon-MS, os contratos nos negócios com consumidores e apresente respostas e esclarecimentos para os clientes.

Marcelo Salomão deixou evidente que a não prestação das informações requeridas configura  conduta infracional, passível de sanções administrativas, conforme prevê o Código de Defesa do Consumidor. “Entendemos que se o cidadão se inscreve em um plano de saúde é porque pretende ter atendimento adequado para si e seus dependentes. Ninguém pode ser enganado com promessas. Os serviços oferecidos têm de ser efetivamente efetuados”, conclui o superintendente.

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