Após o jovem Pedro Henrique Santos Krambeck Lehm, de 22 anos, estudante de veterinária quem foi picado por uma cobra Naja kaouthia, em Brasília, Polícia Civil investiga suposto esquema de tráfico de animais silvestres.
Três colegas dele, incluindo o rapaz que teria abandonado a naja, na última quarta-feira (8), perto de um shopping, no Lago Sul, foram ouvidos pela 14ª DP, do Gama, nesta sexta (10).
Segundo o delegado Ricardo Bispo, da 14ª Delegacia de Polícia, do Gama, o princípio da investigação começou para saber a origem da naja que picou Pedro Henrique.
Pedro Henrique deve prestar depoimento "assim que estiver em condições".
Conforme os policiais, na casa do jovem, no Guará, foram encontrados objetos que indicavam que no local eram criadas outras serpentes. "A investigação revela um possível esquema de tráfico de animais. Vamos investigar a origem dessas cobras, como chegaram no Brasil", disse o delegado.
Segundo o delegado Ricardo Bispo, da 14ª DP, os jovens são de classe média e classe média alta e cursam medicina veterinária em uma instituição particular. A Faculdade Faciplac, do Gama, confirmou ao G1 que Pedro Henrique estuda na instituição.
Em nota, a instituição disse que "o Centro Universitário do Planalto Central Aparecido dos Santos (UNICEPLAC), assim como a coordenação do curso de Medicina Veterinária, informam que não tinham conhecimento da posse de nenhuma cobra ou outros tipos de animais silvestres entre os alunos".
De acordo com a gerente da clínica cirúrgica do Zoológico de Brasília, Fernanda Mergulhão, a equipe de medicina veterinária e de biologia fez a coleta de sangue e a análise clínica e comportamental das serpentes.
"Os animais provavelmente não viviam nas condições ideais para um réptil, com umidade adequada, com frequência de alimentação adequada, justamente, pela escore corporal desses animais", disse a veterinária.
Segundo o zoo, a naja que picou o estudante não saiu da caixa. Conforme os biólogos, o animal está estressado e pode atacar de novo. "Como não tem soro contra o veneno da serpente no Brasil, a orientação, por enquanto, é ninguém mexer", explicou a veterinária.
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