A Polícia Civil concluiu a investigação do caso do bebê que foi internado e está em coma na Santa Casa com lesões graves e a mãe da criança de 19 anos e o padrasto de 24 anos irão responder por homicídio qualificado na forma tentada. O casal está em prisão temporária.
De acordo com a delegada Nelly Macedo responsável pela investigação do caso na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), a maior dificuldade da Polícia foi estabelecer a dinâmica dos fatos, pois o casal que vive em situação de rua apresentou pelo menos três narrativas. A primeira foi de que a criança teria caído na rua, devido ao desnivelamento da via.
A segunda versão era deque o menino havia caído da escada da residência que eles invadiram, no entanto, foi constatado pela equipe, que a escada não tinha tamanho suficiente para causar as lesões apresentadas na criança.
O menino de dois anos foi internado com trauma na cabeça, nos pulmões, fígado e líquido no abdômen, ao serem confrontados o casal alegou que a vítima teria caído de cima do muro, no momento em que eles estariam tentando invadir a residêcia no jardim Colibri.
A mãe do menino foi ouvida na segunda-feira (29), quando pediu ajuda de outras pessoas para comparecer à delegacia.
Já o padrasto, foi detido na terça-feira (30) por uma equipe da PRF (Polícia Rodoviária Federal) na BR-262, em Terenos, mesma data em que prestou depoimento e foi liberado horas depois.
Ainda conforme a delegada Nelly Macedo, a mulher tentava a todo momento proteger o padrasto da criança, dizendo que ele não estava no momento em que o menino se machucou, versão que foi descartada por imagens de câmeras de segurança que mostram os dois correndo com a criança, antes do homem acionar o socorro.
“Há imagens deles fugindo do local para que não fosse identificado e podemos constatar que a criança foi violentada nessa casa, os dois estavam lá, havia também uma criança de 4 anos. Concluímos pelo homicídio tentado, não há duvidas que esses dois são os responsáveis pela violência que essa criança sofria", afirmou a delegada.
O laudo pericial de como a violência se desenrolou deve ser liberado em 10 dias. O pai biológico da criança se entra em cárcere privado e outras 8 pessoas, incluindo a avó materna foram ouvidas.
O casal vive com as duas crianças de dois e quatro anos, em situação de rua, e invadiam casa para passar a noite, a residência onde o crime ocorreu fica no Jardim Colibri.
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Delegadas Anne Karine, titular da Depca e Nelly Macedo, responsável pelo caso (Adriano Miguel)



