O superintendente-substituto da Controladoria Geral da União (CGU), em Campo Grande, Lilson Saldanha, disse nesta terça-feira (28), que, pelo valor superfaturado em três contratos para o transporte escolar de Três Lagoas, “poderia executar serviço maior aos alunos”.
Em coletiva nesta manhã logo após ser deflagrada a "Operação Atalhos", Saldanha ressaltou que os contratos somam R$ 12 milhões para prestação de serviços de 2015 a 2017, e a investigação aponta superfaturamento de R$ 1,6 milhão.
O superintendente da Polícia Federal, em Mato Grosso do Sul, delegado Cleo Mazotti, detalhou que o processo usado para a aquisição do serviço foi por dispensa de licitação, a prefeitura teria alegado urgência depois que uma empresa rompeu contrato e a paralisação dos serviços implicaria em prejuízo aos alunos. O processo era controlado por essa equipe de modo a beneficiar as empresas já estabelecidas. “Empresas foram tiradas do certame, isso indica um direcionamento, todo o sistema foi feito para que uma determinada empresa ganhasse”, explicou.
Mazotti informou ainda que não há indícios de participação da gestão do atual prefeito Ângelo Guerreiro no esquema. “A investigação aponta que as irregularidades eram executadas na gestão passada”, disse.
As equipes estiveram em órgãos públicos, empresas e residências. A Polícia Federal não deu nomes, mas conforme a mídia local, os agentes estiveram na casa do ex-secretário de Educação, Mário Graspan e da ex-prefeita Márcia Moura. Treze investigados foram intimados para depor.
A polícia encontrou dinheiro em espécie em um dos locais. Segundo a assessoria, a quantia apreendida pode chegar a R$ 4 milhões, o dinheiro ainda será contabilizado. Mazotti lembra ainda que “valores em espécie é a forma mais comum de lavagem de dinheiro”.
A operação
A Polícia Federal, em conjunto com a CGU, deflagra "Operação Atalhos" para combater fraudes em licitações na Prefeitura Municipal de Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, envolvendo verbas federais
As investigações demonstraram ilegalidades em três procedimentos licitatórios relacionados ao transporte escolar, com recursos federais oriundos do Programa Nacional de Transporte Escolar (Pnate). Foram identificados agentes públicos, empresários e particulares que participaram do direcionamento dos certames para que estes fossem vencidos por empresas pré-estabelecidas, sendo objeto da investigação a identificação de cada responsável pelas atividades delitivas.
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Em um dos locais onde as equipes estiveram foram encontrados dinheiro; são quase R$ 4 milhões, segundo a assessoria (reprodução)



