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Polícia

Sejusp nega envolvimento de delegado com milícia

O corregedor-geral da Polícia Civil, Jairo Carlos Mendes, pediu à Justiça as provas da Ormitá para iniciar um processo administrativo

08 outubro 2019 - 18h20Mauro Silva

De acordo com o relatório do Ministério Público onde consta todo o esquema da milícia chefiada pelo empresário Jamil Name e Jamil Name Filho que foi desencadeada no fim do mês passado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) na operação Ormitá, relata, em uma das páginas, o envolvimento de um suposto delegado. Porém, nota da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) não confirma esta informação. Ainda de conforme o órgão, o corregedor-geral da Polícia Civil, delegado Jairo Carlos Mendes, pediu à Justiça o compartilhamento das provas da operação para iniciar um processo administrativo contra os envolvidos.

Por meio de nota a Sejusp, disse que o pedido do corregedor foi feito na semana passada, porém para abrir um processo administrativo contra os policiais já apontados como integrantes da milícia, Elvis Elir Camargo Lima, Márcio Cavalcante da Silva e Frederico Maldonado Arruda, todos presos e afastados conforme publicado no Diário Oficial do dia dois de outubro, além do policial aposentado Vladenilson Daniel Olmedo.

O comunicado da Sejusp disse ainda que há um erro de digitação no processo do Ministério Público e que o termo delegado foi colocado por engano no momento do relato da testemunha, Eliane Benitez Batalha dos Santos, que era casada com o ex-guarda municipal, Marcelo Rios, um dos integrantes da milícia da família Name.

Em registro no documento do Ministério Público de Mato Grosso do Sul em relação a morte do 1º sargento da Polícia Militar Ilson Figueiredo, que atuava na Assembleia Legislativa, ocorrido em junho do ano passado, a testemunha, Eliane, disse que Rios ficou nervoso no dia do ocorrido. “Depois de uns dias, ele tinha chegado em casa, ele precisou sair ligaram para ele, ele precisou sair e ele foi pegou  R$ 100 mil [sic] (...) Eu escutei ele falando que iria em uma delegacia entregar para um delegado em mãos...”, disse a testemunha ao MP.

Mesmo com este trecho onde a mulher de Marcelo Rios confirma que ouviu o seu esposo dizendo que se encontraria com um delegado, a Sejusp nega tal participação.

Ainda em nota, a Sejusp confirmou que Jairo Carlos Mendes solicitou o compartilhamento das provas da operação e assim abrir um processo administrativo contra os policiais envolvidos, porém o pedido ainda não foi atendido pela Justiça.

Operação Ormetá

Jamil Name e seu filho Jamil Name Filho foram presos no dia 27 de setembro, durante a Operação Ormetá deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Garras), Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e Choque, em Campo Grande.

A operação prendeu 20 pessoas que supostamente estariam envolvidos em uma organização criminosa atuante na prática dos crimes de homicídio, milícia armada, corrupção ativa e passiva e outros.

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