“Onde tem miséria você não vai preservar”, afirmou em entrevista à Folha de São Paulo, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, ao defender que produtores rurais sejam recompensados pelas áreas que conservarem.
A ministra reconheceu que o Brasil tem uma imagem ruim no exterior sobre a preservação ambiental e argumentou que muitas vezes o setor agrícola europeu usa isso como justificativa para proteger seus produtores rurais de mercadorias brasileiras.
A ministra é uma das principais negociadoras do acordo de livre-comércio assinado entre o Mercosul e a União Europeia. Ela argumenta que os setores nacionais mais vulneráveis terão um tempo para se adaptar.
Ela prega ainda “pragmatismo” nas relações comerciais do país e diz que não ouve mais ninguém do governo falar sobre mudança da embaixada em Israel de Tel Aviv para Jerusalém —o que gerou ameaças de boicote de árabes às exportações brasileiras de carne de frango.
Sobre o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, ela é categórica em afirmar que “acordo é acordo, Cada um tem que trabalhar a sua parte para honrar aquilo que está sendo discutido há 20 anos”.
Já sobre as medidas que o governo vai usar para proteger os setores mais vulneráveis ela disse que conversou com vários setores que têm mais fragilidade para esse acordo. “Agora começa uma nova fase. Temos a parte legal, a parte dos Congressos do Mercosul; eles [europeus] têm lá a fase deles.”
Sobre os dados do Inpe que mostrou que o desmatamento na Amazônia foi 57% maior do que no mesmo mês do ano passado, a ministra disse que primeiro tem que usar ciência, e ter dados concretos.
Quanto a imagem do presidente da república Jair Bolsonaro no exterior sobre o ambiente, a ministra disse que a imagem do país é ruim faz tempo.
Quanto às propostas do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, de mudar regras do Fundo Amazônia, Tereza ela afirmou que “ O ministro é muito preocupado [com o ambiente] e stá fazendo ajustes que precisam ser feitos para ajudar a agricultura. Nunca o vi defendendo ilegalidade”, finalizou.
A entrevista foi finalizada com a afirmação que de ela não vai se permitir intrigar com o chanceler Ernesto Araújo por causa de declarações sobre a China, já que ele tem sido muito parceiro com o ministério.
Ela ainda disse que o tema sobre a mudança de embaixada da Tel-Aviv para Jerusalém já foi superada. Que destituiu o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) porque precisava mudar o modelo para uma diretoria mais afinada.
Por fim a ministra não existe privatização e que a indicação de Eduardo Bolsonaro para embaixador do Brasil em Washington é uma indicação diferente. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, durante entrevista em seu gabinete
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A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, durante entrevista em seu gabinete (Reprodução/Internet)



