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"Se ocorrer algo fora do planejamento, data será revista", diz secretária sobre volta às aulas

O retorno das aulas presenciais permanece marcado para o dia 19 de julho em Campo Grande

24 maio 2021 - 14h36Brenda Assis, com informações da assessoria

O retorno das aulas presenciais permanece marcado para o dia 19 de julho em Campo Grande, de maneira gradativa, iniciando pelos estudantes do 6º ao 9º ano. Durante Audiência Pública na Câmara Municipal na manhã desta segunda-feira (24), vereadores, representantes dos profissionais, da Secretaria de Saúde, Ministério Público Estadual e Defensoria Pública debateram essa volta às aulas com segurança e responsabilidade, conhecendo melhor os protocolos de biossegurança e também fortalecendo o psicológico de todos os envolvidos. 

Até agora cerca de 22 mil profissionais da Educação já tomaram a primeira dose da vacina contra a Covid-19 e há um esforço para que haja a antecipação da segunda dose para que todos estejam com a imunização completa antes dessa data.

Na Audiência, foi feito encaminhamento para que a primeira semana de retomada das atividades presenciais seja dedicada ao acolhimento de professores e demais profissionais da educação, tanto para trabalhar o lado psicológico como para aprofundar na prática a aplicação dos protocolos de biossegurança, que já estão sendo repassados em curso on-line.   

O planejamento da Semed é para que o retorno presencial dos alunos do 6º ao 9º anos ocorra a partir do dia 19 de julho, logo após o recesso escolar, que ocorre do dia 2 a 16 de julho. Depois, será a vez dos estudantes do primeiro ao quinto ano. Para estas faixas etárias, deve ter um quantitativo máximo de 50% dos alunos em cada sala. Por último, está programado retorno da Educação Infantil, limitado ao quantitativo de 25% da capacidade. 

“Estamos fazendo planejamento para dia 19 de julho, mas se ocorrer algo fora do planejamento essa data será revista, mas cremos que conseguiremos fazer retorno”, destacou a secretária municipal de Educação, Elza Fernandes. Ela ressaltou que o protocolo para volta às aulas foi publicado ainda em dezembro de 2020. Comissão realizou visitas às escolas e irá acompanhar esse retorno, para que tudo ocorra dentro do que for exigido nos protocolos de segurança.

Segurança e vacinação - Ainda sobre a questão da segurança no retorno, a superintendente de Vigilância em Saúde do Município, Veruska Lahdo, detalhou a participação da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) no planejamento de retorno às aulas, que já vem sendo aplicado nos particulares. “A Secretaria vem colaborando nessa elaboração dos planos, primeiro no “plano mãe”, seguido por todas as instituições. Muita coisa foi mudando e fomos crescendo na temática Covid, para garantir o máximo de segurança possível”, ressaltou. Ela acrescentou que a Vigilância mantém monitoramento do que está sendo executado pelas escolas, para verificar se os planos estão sendo respeitados e seguidos, sempre com “intuito de colaborar e não punir as escolas”. 

Outro ponto debatido foi em relação à vacinação dos profissionais. A secretária Elza Fernandes assegurou que está em conversação com o secretário municipal de Saúde, José Mauro Filho, para que os profissionais possam receber essa segunda dose antes do retorno às atividades. Será feita ainda a repescagem daqueles que não conseguiram tomar a primeira dose. 

Debate – A Promotora de Justiça da Infância e Juventude, Vera Aparecida Bogalho, que coordena o Grupo de Atuação Especial da Educação, defende o retorno às aulas com o protocolo de segurança. “Não podemos recuar. Digo isso porque as crianças estão nos restaurantes, shoppings, vão para os parques e as escolas são um dos pontos mais seguros. Ali tem que obedecer ao protocolo, os professores serão preparados”, afirmou.

Psicológico – Os impactos emocionais da pandemia, tanto em alunos quanto em professores, também foram debatidos na Audiência, que contou com explanação da psicóloga Ediane Ferreira Palhano logo na abertura da discussão. “Quem irá retornar para aulas presenciais? Somos os mesmos após vivenciar pandemia mundial?”, propôs em reflexão sobre as perdas imensuráveis e o quanto cada um foi devastado pela pandemia. As habilidades sociais estão na lista dos itens afetados pelo distanciamento.   

“Tudo que for discutido e conversado, tende a diminuir a angustia, qualquer que seja o assunto. Quanto mais pontos de obscuridade tivermos, mais ansiedade teremos. Não podemos abrir mão de pensarmos no sentimento daqueles que irão retornar às aulas, porque a gente pode se preparar para isso. Impossível pensar que vamos ensinar Matemática e Português como se nada tivesse acontecido. Estamos lidando com mortes”, recordou. 

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