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Cultura

Eliana Tranchesi, fundadora da Daslu, morre aos 56 anos em São Paulo

24 fevereiro 2012 - 09h27Reprodução

Na madrugada desta sexta-feira (24) foi confirmada a morte de Eliana Tranchesi, aos 56 anos. Fundora da Daslu, em São Paulo (SP), ela foi a mulher que revolucionou o mercado de luxo no Brasil. Eliana travava há cinco anos uma longa batalha contra o câncer no pulmão.

Filha de Lucia Piva, Eliana foi casada com o médico Bernardino Tranchesi, com quem teve três filhos: Bernardino, Luciana e Marcela. Tranchesi passava por tratamento contra um câncer no pulmão desde 2006. Segundo boletim médico, a morte ocorreu às 0h20 "em decorrência de um câncer pulmonar complicado por pneumonia". Em um post publicado no blog de sua filha, Luciana Tranchesi, no dia 13 de janeiro deste ano, a empresária agradece o apoio recebido e confirma que, dias antes, tinha sido diagnosticada uma pneumonia em seu pulmão direito.

O velório ocorreu no hospital Albert Einstein, na capital paulista, durante a manhã desta sexta-feira. O enterro será no cemitério do Morumbi.

Polêmica
Em julho de 2005, Eliana Tranchesi se envolveu em um escândalo que culminou em sua prisão após denúncias de sonegação fiscal. Três anos depois, em março de 2009, ela foi presa novamente em sua casa durante uma operação da Polícia Federal, que buscava indícios de crimes por formação de quadrilha envolvendo os sócios da Daslu. Porém, o Superior Tribunal de Justiça concedeu habeas corpus à empresária no dia seguinte. A defesa alegou a gravidade do estado de saúde de Tranchesi, que já passava por sessões de quimioterapia para combater o câncer.

Além da empresária, o ministro do STJ Og Fernandes concedeu liminar ao irmão dela, Antonio Carlos Piva de Albuquerque, diretor financeiro da Daslu, e a outros cinco condenados.

A sentença que condenou Eliana Tranchesi foi da juíza Maria Isabel do Prado, da 2ª Vara da Justiça Federal em Guarulhos (Grande SP), que entendeu que a butique Daslu e importadores ligados à empresa faziam parte de uma "organização criminosa". O Ministério Público Federal denunciou os acusados por subfaturamento de produtos importados que eram vendidos na loja, com o objetivo de pagar menos impostos.

Segundo a denúncia, Tranchesi negociava preços de mercadorias no exterior. As importadoras tratavam de subfaturar os valores, e faziam com que a mercadoria entrasse no país por meio de notas falsas e pagando menos impostos. "Verifica-se que o valor de uma calça da 'Marc Jacobs' é de 150 dólares, todavia, o valor declarado para importação foi de apenas 20 dólares. A mesma principiologia foi utilizada com as mercadorias de origem europeia", diz a sentença.

Em carta enviada à imprensa na época, Tranchesi afirmou que sua vida foi "revirada", alegou que não era um "perigo para a sociedade", e disse que, por isso, sua prisão não estava justificada.

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