Arremessando a poética pela linha gráfica e utilizando o preto como uma constante em seu trabalho, as cenas construídas por Thais Galbiati inserem em sua proposta principal a presença de pessoas com um “quê” de algo no olhar de seus personagens. A cor marca presença suavemente, talvez como distanciamento da realidade percebida.
Na poética visual de Thais Lino é possível perceber o “papeamento” do seu trabalho na relação estreita com as referências dos países que visita. Daí na composição de suas obras aparecerem o forte colorido, o grafismo em preto ou multicor em que o contexto artístico aponta para outra cultura, onde ela percorre territórios sem a dura intolerância da linguagens desconhecidas, em que também a presença humana propõe imagens em meio a cruzamentos do grafismo com colagens recortadas. Tudo isso encapsulado em caixas de vidro, como a resguardar a confluência da sua arte.
“Os desenhos que apresento são conversas do mundo contemporâneo, o mesmo que me atinge e atrai. São criados a partir de imagens do meu acervo (filmes, fotografias, ilustrações e revistas) das quais me aproprio, gerando novas narrativas e significados. Não busco coisas óbvias nem respostas, quero um desenho simples e nítido, dramático e que trace sua revolta. Penso em linhas como partes sensíveis que funcionam como diálogos”, explana Thais Galbiati.
“Contrasto sempre a negritude do nanquim com cores fortes e vibrantes. Os conhecimentos adquiridos com a capacitação acadêmica e vivência da cultura dos países que visito impulsionam o desenvolvimento de minha produção e aperfeiçoamento das técnicas adotadas, numa junção de insight e técnica artística”, conta Thais Lino.
Thais Galbiati é formada em Artes Visuais pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Já realizou as exposições individuais “Dentes Guardados” no Sesc Horto, em 2011 e “Penso Traço” no Foyer do Teatro Aracy Balabanian em 2012. Participou também de exposições coletivas na Galeria do Memorial de Cultura, Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul (Marco), Morada dos Baís, Parque Ayrton Senna, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, no 18º Salão Anapolino de Arte na Galeria Antônio Sibassoly, em Goiás e no Salão Luiz Sacilotto do Paço Municipal de Santo André (SP).
Centro Cultural
As exposições da Galeria Wega Nery têm a proposta de divulgar a produção artística contemporânea tanto local como de outros estados, dando visibilidade para artistas iniciantes ou consagrados que desenvolvam trabalhos em harmonia com as linguagens atuais da arte.
Serviço
A exposição permanece aberta até 14 de novembro e as visitas podem ser feitas de terça-feira à sexta-feira, das 8 às 21 horas. A entrada é franca. Mais informações podem ser obtidas no Centro Cultural José Octávio Guizzo, na rua 26 de Agosto, 453 ou pelo telefone 3317-1795.Reportar Erro
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(Imagem: desenho de Thais Galbiati) 



