“História sem Nome - Lembranças de uma menina quase gêmea” tem base autobiográfica e a autora afirma que encontrou na realidade a fonte de sua literatura, pelo trabalho de muitos anos como jornalista e documentarista de vídeo. Lenilde sempre foi boa contadora de histórias e ao ouvi-las, as pessoas sempre diziam: “Sua vida é um filme”. Então, o primeiro passo foi passar para o papel a marcante experiência de ter trabalhado e convivido com uma geração de pessoas afetadas pela hanseníase, em uma época em que a medicina oferecia poucos recursos, os doentes viviam sob o peso de um preconceito milenar, confinados em colônias consideradas verdadeiros campos de concentração.
O livro de Lenilde parte da história de seus pais e passa por sua infância rica e agitada, marcada pela vida no internato das freiras, a convivência com a estrada de ferro, a música, o velho cinema que ficava do lado de sua casa e uma série de coincidências que a autora vai costurando em um texto pleno de conteúdo e descrito em linguagem coloquial, cheia de humor.
“História sem Nome” foi traduzido para o italiano e no mês de março passado Lenilde circulou entre as províncias da Lombardia e do Piemonte, no Norte da Itália, para divulgar seu trabalho. Foi em Turim que a autora conheceu o casal Alfredo e Monica Di Maio, da La Piave, uma empresa de Logística que desenvolve projetos humanitários ligados ao esporte e à educação. Eles se interessaram pelo livro de Lenilde e assinam o apoio cultural da segunda edição de seu livro.
Lenilde Ramos informa que já tem pronto um segundo livro, que reúne suas divertidas crônicas publicadas no Facebook, mas prefere divulgar melhor “História sem Nome” antes de lançar o próximo trabalho. A autora já está organizando lançamentos em Dourados, Corumbá, Bonito, Aquidauana, Três Lagoas e Ponta Porã e em outras capitais do país.
Lenilde Ramos fala das dificuldades de produzir literatura, mas é entusiasta e não desanima. “É um trabalho de formiguinha em que vou lançando minhas sementes. Sei que não é fácil divulgar um livro num país onde as pessoas ainda leem pouco. Mas boto fé na minha literatura densa e despojada e na minha vontade de registrar a vida como ela é. Também tenho uma grande aliada que é minha sanfona e ela vai comigo para todos os lugares. E as pessoas perguntam se sou uma escritora que canta ou uma sanfoneira que escreve. Fico feliz em dizer que, daqui pra frente, sou a mistura dessas duas coisas”, diverte-se Ramos.
Durante o lançamento haverá intervenção cultural com Leitura Dramática feita por Jair Damasceno, diretor teatral, Elizabeth Fonseca, poetisa, declamadora, membro da Academia de Letras de MS e Evandro Walker, declamador. Também haverá participação musical de Pedro Tui com viola caipira, membro da Camerata Violeira e Fábio Kaida, harpista, do Trio Violada, representante de MS no programa Super Star da Rede Globo.
Serviço
O livro “História sem nome – Lembranças de uma menina quase gêmea” será lançado na próxima quarta-feira (16), às 19 horas, no Centro Cultural José Octávio Guizzo, localizado na rua 26 de Agosto, 453.Reportar Erro
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(Arte: divulgação) 


